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09/Set/2021

Suíno: exportações recuam com força em agosto

Os embarques de carne suína recuaram em agosto, registrando o menor volume em seis meses. Foram verificadas diminuições generalizadas nos envios a todos os principais destinos do setor nacional. A queda nas vendas externas, por sua vez, desfavoreceu a liquidez do suíno ao longo do mês, devido à menor presença das agroindústrias nas compras de novos lotes de suíno vivo para abate no mercado independente.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em agosto, foram escoadas 89,9 mil toneladas de carne suína (entre produtos processados e in natura), volume 11,3% menor que o de julho e 8,1% abaixo do exportado em agosto/2020. Agentes do setor indicam que a demanda internacional até está aquecida, mas os embarques em agosto foram limitados por dificuldades logísticas, como falta de contêineres e baixa disponibilidade de navios.

E essa crise logística também é verifica em outros países. Na China, o porto de Ningbo-Zhoushan, o terceiro mais movimentado daquele país, esteve fechado durante parte de agosto, por conta de medidas restritivas na região para conter os novos casos de Covid-19. Em relação aos destinos dos embarques, foram 42,6 mil toneladas enviadas à China, retração de 16,1% frente a julho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Para o Chile, foram 5,8 mil toneladas de carne suína, queda mensal de 16,3%.

Em termos financeiros, além da diminuição no volume, o menor preço médio da proteína exportada também pressionou o resultado. Em agosto, a carne suína brasileira saiu dos portos a US$ 2,31 por Kg, queda de 4,4% frente a julho, mas ainda 8,3% acima da cotação de agosto/2020. Dessa forma, o setor exportador brasileiro arrecadou R$ 1,01 bilhão em agosto, montante 13,8% menor que o de julho e 4,3% abaixo do de agosto/2020. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.