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06/Nov/2026

Frango: resposta sanitária reduz embargos por DNC

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a resposta rápida das autoridades sanitárias brasileiras às ocorrências da doença de Newcastle em 2026 contribuiu para limitar o fechamento de mercados importadores de carne de frango, na comparação com episódios anteriores. A experiência adquirida após o primeiro registro de gripe aviária em uma granja comercial brasileira, em 2025, fortaleceu a confiança dos compradores internacionais na capacidade do País de responder a emergências sanitárias. A transparência na comunicação e a competência das autoridades na condução dos protocolos de controle contribuíram para melhorar a percepção dos importadores sobre a segurança do sistema sanitário brasileiro. Destaque para atuação do Ministério da Agricultura e dos serviços estaduais de defesa sanitária, especialmente em Santa Catarina, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), na resposta aos focos de Newcastle. Assim como a gripe aviária, a doença pode provocar restrições comerciais e suspensão das importações por países compradores.

Os impactos, entretanto, foram limitados pela coordenação entre autoridades públicas e setor privado, tanto nas ações de contenção sanitária quanto na comunicação com os mercados internacionais. A experiência brasileira em emergências anteriores também contribuiu para ampliar a confiança dos importadores e favorecer a adoção de restrições geograficamente delimitadas. Nesse contexto, a ABPA destaca os avanços nas negociações internacionais para o reconhecimento de acordos de regionalização sanitária. O mecanismo estabelece que, diante da ocorrência de uma enfermidade, as suspensões das exportações sejam limitadas à região afetada, permitindo a continuidade dos embarques de outras localidades do País. Desde 2025, a associação e o governo brasileiro mantêm reuniões com os principais compradores internacionais de carne de frango e suína para defender o reconhecimento desse princípio. A regionalização busca evitar que focos localizados provoquem restrições comerciais em todo o território nacional, preservando o acesso aos mercados para a produção de Estados sem registros da doença, como Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul em relação a eventuais ocorrências em Santa Catarina.

O quarto foco de doença de Newcastle em granja comercial de Santa Catarina, confirmado pelo Ministério da Agricultura nesta semana, não provocou impacto adicional relevante sobre as exportações brasileiras de carne de frango. Os países importadores mantêm a confiança na atuação das autoridades sanitárias brasileiras e não endureceram as restrições comerciais após a nova ocorrência, identificada em Nova Erechim (SC). Os novos registros identificados durante o monitoramento da área de contenção não significam necessariamente a ocorrência de manifestações clínicas da doença. As análises detectaram material genético do vírus, mas não houve sinais clínicos, mortalidade de aves ou queda de produção nos registros adicionais apontados durante a vigilância. Após a identificação de uma ocorrência, as autoridades sanitárias estabelecem zonas de contenção e intensificam o monitoramento para identificar eventual circulação do agente e avaliar a situação epidemiológica da região.

Embora a expectativa do setor seja encerrar o quanto antes as detecções para permitir a conclusão dos procedimentos sanitários e a declaração de área livre, o quarto foco não alterou de forma significativa o cenário comercial. O trabalho segue sendo feito. Nenhum país se manifestou de forma diferente depois que apareceu os demais casos. A manutenção da confiança dos importadores é demonstrada pelo avanço das negociações para regionalizar os embargos. O objetivo imediato do setor é encerrar os embargos nacionais ainda existentes e permitir a retomada integral das exportações. A conclusão do processo sanitário, porém, depende das avaliações e dos procedimentos conduzidos pelo Ministério da Agricultura e pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A expectativa é que, após o cumprimento das etapas sanitárias, o Brasil possa declarar novamente a área livre da doença, seguindo os protocolos internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.