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06/Nov/2026

Frango: setor quer embargo por raio em vez de Estado

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) pretende avançar nas negociações com os mercados importadores para substituir embargos à carne de frango brasileira aplicados a Estados inteiros por restrições delimitadas a raios específicos ao redor dos focos de doenças sanitárias. A estratégia prevê negociações graduais com cada parceiro comercial. Em uma primeira etapa, o setor busca eliminar as suspensões que ainda abrangem todo o território nacional e consolidar a regionalização por Estado. Posteriormente, a intenção é negociar delimitações mais restritas, concentradas nas áreas próximas às ocorrências sanitárias.

A regionalização por raio é o modelo mais adequado para evitar que ocorrências localizadas provoquem impactos sobre a produção e o comércio de outras regiões do mesmo Estado. A implementação, porém, depende de acordos específicos com cada mercado comprador e de avanços sucessivos no reconhecimento dos protocolos sanitários brasileiros. O Uruguai permanece como o único país que mantém formalmente o embargo às importações de carne de frango de todo o Brasil. As negociações tendem a ser mais difíceis durante emergências sanitárias, quando os países precisam decidir rapidamente sobre a manutenção ou a suspensão das compras.

Por isso, a ABPA também pretende discutir os protocolos de regionalização em períodos sem ocorrências, quando há melhores condições para construir entendimentos com os parceiros comerciais. Desde 2025, a ABPA realiza missões internacionais em conjunto com o governo brasileiro para defender acordos de regionalização com os principais compradores de carne de frango e carne suína. A entidade pretende manter essa agenda para ampliar o reconhecimento dos mecanismos de controle sanitário do Brasil e reduzir os efeitos comerciais de eventuais focos de doenças. Além do Uruguai, que mantém a restrição nacional, outros mercados suspendem as importações de produtos avícolas provenientes de Santa Catarina.

A lista inclui Arábia Saudita, China, Chile, Cazaquistão, Macedônia do Norte, Malásia, nos Estados de Sabah e Sarawak, México, Paraguai, Peru, Tadjiquistão, Turquia, Ucrânia, União Aduaneira Euroasiática e Uzbequistão. Outros países adotam restrições limitadas a raios específicos ao redor dos focos sanitários, com distâncias que variam conforme os protocolos de cada mercado. Para o setor, ampliar esse modelo é importante tanto para preservar o acesso da produção brasileira ao comércio exterior quanto para assegurar a continuidade do abastecimento dos compradores internacionais, evitando que ocorrências localizadas comprometam o fornecimento de regiões não afetadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.