ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

04/Nov/2026

Frango: EUA registra morte humana por gripe aviária

Um morador do Condado de Yakima, no estado de Washington, morreu em decorrência de complicações da gripe aviária H5N1, na primeira morte humana associada à doença nos Estados Unidos em aproximadamente um ano. A vítima, que apresentava problemas de saúde preexistentes, foi exposta ao vírus em uma propriedade leiteira com bovinos infectados e chegou a ser hospitalizada. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) confirmaram a infecção pelo vírus H5N1. Desde que a gripe aviária se tornou uma preocupação de saúde pública nacional, em 2024, outras duas mortes foram associadas à doença nos Estados Unidos. A primeira ocorreu em janeiro de 2025, quando uma idosa morreu na Louisiana após contrair a variante H5N1. A segunda foi registrada em Washington, em novembro de 2025, envolvendo uma variante menos comum, denominada H5N5. As autoridades do Condado de Yakima não divulgaram informações adicionais sobre a vítima mais recente.

A região registra circulação do vírus entre bovinos, com 33 rebanhos leiteiros que testaram positivo para H5N1 recentemente. Três infecções humanas foram associadas à exposição em uma propriedade leiteira. O Distrito de Saúde de Yakima trabalha em conjunto com o departamento estadual de saúde para identificar pessoas que tiveram contato próximo com os infectados e monitorá-las quanto ao aparecimento de sintomas. O H5N1 circula amplamente entre aves selvagens, aves de criação, bovinos e outras espécies animais há vários anos. A preocupação com a saúde pública nos Estados Unidos aumentou no início de 2024, quando o vírus começou a se disseminar entre rebanhos bovinos. A presença do agente no ambiente amplia as possibilidades de exposição humana, especialmente entre trabalhadores de propriedades rurais e instalações pecuárias. Desde o início de 2024, mais de 70 casos de infecção humana foram registrados nos Estados Unidos.

Apesar da disseminação do vírus entre diferentes espécies, a agência informa que não existem evidências de transmissão sustentada entre pessoas e que o risco para a população em geral permanece baixo. A análise genética realizada pelo CDC na amostra do vírus identificado na vítima de Washington não apontou alterações que indiquem maior capacidade de transmissão entre humanos ou potencial de provocar doenças mais graves. A informação foi divulgada por um porta-voz da agência. As autoridades sanitárias continuam recomendando medidas de proteção para pessoas expostas a aves doentes ou mortas, incluindo o uso de proteção respiratória e ocular e de luvas durante o manuseio dos animais. Trabalhadores de granjas e propriedades rurais são considerados grupos com maior risco de exposição ao vírus. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.