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03/Nov/2026

Boi: preços sustentados por restrições na oferta

O mercado físico do boi gordo encerrou outubro com preços firmes, sustentados pela oferta restrita de bovinos para abate, mas com espaço limitado para novas altas diante do ritmo lento de escoamento da carne bovina. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 385,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 360,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 375,00 por arroba a prazo; e o “boi China, a R$ 390,00 por arroba a prazo. As escalas de abate estão, em média, para seis dias. Na comparação com o início de outubro, a arroba do boi gordo acumula valorização de 6,4% em São Paulo. Para a vaca, a alta chega a 5,9%, enquanto a novilha registra avanço de 6,5%. A oferta mais restrita de fêmeas contribui para a elevação das cotações dessas categorias. Para o boi gordo, a menor disponibilidade continua dando sustentação aos preços, mas a demanda mais fraca por carne no fim do mês passado limitou o repasse de novos aumentos.

Os preços firmes da reposição também contribuem para manter a sustentação das cotações da arroba. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado entre R$ 378,00 e R$ 382,00 por arroba a prazo. Em Alagoas, as cotações permaneceram estáveis. O boi gordo está cotado a R$ 370,00 e as escalas de abate estão, em média, para seis dias. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado entre R$ 363,00 e R$ 365,00 por arroba; em Santa Catarina, a R$ 385,00 por arroba; no Acre, a R$ 345,00 por arroba; no Espírito Santo, a R$ 380,00 por arroba; em Roraima, a R$ 353,00 por arroba; e no Rio Grande do Sul, a R$ 12,75 por Kg. Para esta semana, a expectativa é de que a virada do mês favoreça a demanda doméstica, com o pagamento dos salários e a possibilidade de aumento do consumo de carne. A reação das vendas será determinante para avaliar a capacidade da indústria de absorver novos aumentos do boi gordo. Enquanto a oferta restrita tende a continuar sustentando as cotações, o ritmo de escoamento da carne deverá condicionar a intensidade de eventuais valorizações.