03/Nov/2026
O México restringiu ao estado de Santa Catarina a suspensão das importações de carne de aves do Brasil, adotada após a confirmação de casos da doença de Newcastle em uma granja comercial de frangos de corte em Nova Itaberaba (SC). Com a regionalização da medida, as compras provenientes dos demais Estados brasileiros podem ser retomadas, incluindo cargas em trânsito e novos embarques, conforme comunicado enviado a importadores e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A decisão foi tomada após troca de informações e gestões entre as autoridades competentes. A retomada das operações abrange embarques em trânsito e novas cargas, desde que os produtos sejam originários de Estados brasileiros diferentes de Santa Catarina. Eventuais atualizações sobre a medida serão comunicadas oportunamente, conforme novas determinações das autoridades competentes.
A suspensão havia sido anunciada pelo México em 19 de outubro e abrangia produtos avícolas de todo o Brasil. A restrição foi adotada após o Mapa confirmar a ocorrência da doença em uma granja comercial localizada no município de Nova Itaberaba, no oeste catarinense. A regionalização da medida reduz o alcance do embargo e permite a retomada dos embarques de outras regiões produtoras brasileiras para o mercado mexicano. O México figura entre os principais destinos da carne de frango do País e tem ampliado as compras do produto brasileiro nos últimos anos. As importações mexicanas de peito de frango desossado do Brasil mais que dobraram entre 2022 e 2025, passando de 90 mil para 196 mil toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Aduanas do México divulgados pela União Nacional de Avicultores do país. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a decisão do México de regionalizar as restrições sanitárias impostas às importações de produtos avícolas brasileiros após a ocorrência de focos da doença de Newcastle em Santa Catarina.
Com a medida, as limitações comerciais ficam restritas ao Estado, preservando os embarques de outras origens habilitadas do País, conforme as condições acordadas entre os dois governos. A entidade atribuiu o resultado à articulação do governo brasileiro com o setor produtivo e às negociações com as autoridades mexicanas. O trabalho envolveu o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Ministério das Relações Exteriores, a Embaixada do Brasil e a Adidância Agrícola no México. O reconhecimento da regionalização ocorreu 12 dias após o primeiro foco da doença ter sido reportado. A ABPA também destacou a atuação das equipes técnicas e diplomáticas na definição de condições comerciais compatíveis com a capacidade brasileira de vigilância, contenção e controle sanitário.
A decisão mexicana representa o reconhecimento da credibilidade do Serviço Veterinário Oficial brasileiro e da transparência na condução das ações sanitárias. Segundo a entidade, o trabalho para viabilizar a regionalização sanitária vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos anos, por meio da atualização dos Certificados Sanitários Internacionais e da negociação do reconhecimento de áreas não afetadas por ocorrências sanitárias. Essa preparação prévia contribui para limitar o alcance das restrições comerciais e preservar os fluxos de comércio diante de episódios localizados. A ABPA informou que continuará atuando em conjunto com o governo brasileiro para ampliar a aplicação do princípio da regionalização entre os parceiros comerciais. O objetivo é proporcionar maior previsibilidade às operações e reduzir os impactos de ocorrências sanitárias localizadas sobre o abastecimento internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.