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30/Oct/2026

Boi: preços impulsionados por restrições na oferta

O mercado físico do boi gordo registra valorização em importantes regiões pecuárias, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados e pela atuação mais intensa de frigoríficos de menor porte no mercado spot. Em São Paulo, os preços estão em alta e as escalas de abate permanecem curtas. Também se observa altas em regiões de Minas Gerais e no oeste do Maranhão. A sustentação das cotações, porém, encontra limites no ritmo lento de escoamento da carne bovina no mercado interno e na postura cautelosa dos frigoríficos de maior porte, que contam com contratos estabelecidos e menor necessidade de reposição imediata.

Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 385,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 390,00 por arroba a prazo. A vaca gorda está cotada a R$ 357,00 por arroba a prazo e a novilha gorda, a R$ 372,00 por arroba a prazo. A oferta limitada tem permitido aos pecuaristas negociar em condições mais favoráveis, sobretudo com frigoríficos menores, mais dependentes das aquisições no mercado spot. As indústrias de maior porte, por sua vez, ainda conseguem realizar compras nos preços de referência ou abaixo deles. Apesar das escalas curtas, os frigoríficos mantêm aquisições restritas às necessidades imediatas, enquanto o consumo doméstico apresenta escoamento mais lento, movimento característico do fim do mês.

Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 373,00 e R$ 378,00 por arroba. No Maranhão, a cotação do boi gordo é de R$ 367,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, os preços da carne bovina permanecem firmes. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 26,15 por quilo. A carcaça casada da vaca é negociada a R$ 25,08 por quilo. O cenário indica que a restrição na oferta de bovinos continua sustentando as cotações do boi gordo no mercado físico e nos contratos futuros. A continuidade do movimento de alta dependerá, entretanto, da evolução do consumo doméstico, da capacidade de repasse dos preços da matéria-prima no atacado e da disposição dos frigoríficos para ampliar o ritmo de compras.