30/Oct/2026
Segundo o Banco Mundial, os preços internacionais da carne bovina devem subir 10% em 2026 e mais 4% em 2027, diante da expectativa de redução da produção nos Estados Unidos e de recuperação apenas moderada da oferta no ano seguinte. O preço médio internacional da carne bovina é estimado em US$ 7,53 por quilo em 2026 e US$ 7,86 por quilo em 2027, ante US$ 6,86 por quilo em 2025. O Banco Mundial projeta queda de 4% na produção norte-americana neste ano, seguida de recuperação limitada em 2027. Apesar da perspectiva de alta no acumulado anual, os preços da carne bovina recuaram 9% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior.
O movimento refletiu, em parte, a ampliação temporária da cota tarifária dos Estados Unidos, que reduziu as tarifas incidentes sobre volumes adicionais importados. Mesmo com a queda trimestral, as cotações permaneceram 5% acima das registradas no terceiro trimestre de 2025. A sustentação dos preços está associada à redução do rebanho norte-americano para níveis historicamente baixos, em meio à persistência da seca nas regiões produtoras e à elevação dos custos. A perspectiva para a carne bovina integra um cenário de desafios para os mercados agrícolas, marcado pelos efeitos de eventos climáticos e conflitos geopolíticos sobre a oferta e os custos de produção. Os preços médios dos alimentos devem avançar 10% em 2026 e outros 7% em 2027.
No terceiro trimestre, o índice de preços de outros alimentos, que inclui carnes, açúcar e frutas, recuou em relação ao trimestre anterior e ficou levemente abaixo do nível registrado um ano antes. O resultado refletiu movimentos distintos entre os produtos que compõem o indicador. Em 2027, a trajetória dos preços internacionais da carne bovina dependerá, entre outros fatores, da evolução da produção nos Estados Unidos e da capacidade de recuperação da oferta após a contração prevista para 2026. O relatório não apresenta projeção específica para os preços da carne bovina brasileira nem estima diretamente os efeitos das perspectivas internacionais sobre as exportações do Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.