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30/Oct/2026

Frango: preços da carne recuam neste final de mês

Os preços do frango no mercado interno registram leve queda, em movimento típico de fim de mês, quando o poder de compra da população é menor. A confirmação de focos da doença de Newcastle no oeste de Santa Catarina e a manutenção das restrições externas à carne de frango brasileira ainda não afetaram o mercado doméstico. Não há, até agora, aumento anormal da oferta de frango proveniente da Região Sul do País no mercado de São Paulo, cenário diferente do observado durante a gripe aviária, em 2025. Em São Paulo, no atacado, o frango inteiro passou de R$ 7,92 para R$ 7,75 por Kg e o resfriado, de R$ 7,96 para R$ 7,79 por Kg, recuo de 2,1% nos últimos sete dias em ambos os casos.

Os cortes resfriados também estão em baixa. A maior queda é da coxa/antecoxa, a R$ 7,66 por Kg, queda de 3,5% nos últimos sete dias. O peito e o filé de peito têm médias de R$ 10,45 por Kg e R$ 15,08 por Kg, com baixas de 1,9% e 0,9% nos últimos sete dias, respectivamente. Na Região Sul, os preços do frango congelado no atacado se mantêm estáveis, com médias de R$ 10,86 por Kg em Erechim (RS), R$ 10,39 por Kg em Toledo (PR) e R$ 10,19 por Kg em Porto Alegre (RS). Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), México e Malásia mantêm suspensas as importações de produtos avícolas de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita, China e Chile limitaram as restrições a Santa Catarina.

Com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os embarques brasileiros de carne de frango ao México e à Malásia, somados aos de Santa Catarina destinados a Arábia Saudita, China e Chile, totalizaram 397,2 mil toneladas entre janeiro e setembro de 2026, o equivalente a 9% de tudo o que o Brasil exportou no período. Se as restrições se prolongarem ou novos mercados aderirem aos embargos, o volume de exportação pode ser redirecionado a outros destinos. Caso parte dele não encontre compradores, a produção que seria exportada pode acabar no mercado interno e pressionar as cotações domésticas. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.