30/Oct/2026
A Arábia Saudita suspendeu temporariamente as importações de produtos avícolas de Santa Catarina após a confirmação de três casos ativos de Doença de Newcastle (DNC) em aviários comerciais de perus no Estado. A medida foi comunicada nesta quinta-feira (29/10) pela Saudi Food and Drug Authority (SFDA), autoridade reguladora de alimentos e medicamentos do país, e amplia a restrição sanitária anteriormente limitada a uma área específica de Santa Catarina. A suspensão abrange carne de aves, ovos e seus derivados produzidos no Estado. Estão excepcionados os produtos submetidos a tratamento térmico suficiente para inativar o vírus causador da doença. Nesses casos, a SFDA exige certificado sanitário emitido pelas autoridades oficiais competentes reconhecidas pelo Brasil, atestando a ausência do vírus ou sua efetiva eliminação pelo processamento.
A decisão foi tomada após a análise do relatório de notificação imediata da doença emitido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 19 de outubro de 2026, que comunicou o surto em Santa Catarina. A autoridade também considerou a avaliação da situação sanitária animal brasileira e as recomendações da organização internacional. Na semana anterior, a Arábia Saudita havia restringido as importações de produtos avícolas à área sob controle sanitário, que compreende os municípios catarinenses de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A extensão do embargo para todo o Estado amplia o alcance geográfico das restrições comerciais relacionadas aos focos da doença. A Arábia Saudita é o terceiro maior destino das exportações brasileiras de carne de frango.
De janeiro a setembro de 2026, os embarques de produtos avícolas de Santa Catarina para o mercado saudita totalizaram 90,031 mil toneladas, incluindo carne de frango, carne de pato, ovos e gemas. A receita correspondente alcançou US$ 195,042 milhões, conforme dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A suspensão representa um novo obstáculo para o comércio internacional de produtos avícolas catarinenses, ao atingir um mercado relevante para o setor. A exceção para produtos submetidos a tratamento térmico adequado permite a continuidade das operações com itens que atendam às exigências sanitárias estabelecidas pela autoridade saudita. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.