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30/Oct/2026

Ração Animal: previsão de alta nos custos em 2027

Segundo o Rabobank, os custos médios com ração para a pecuária em 2027 devem superar os níveis de 2026, mas o avanço da produção de grãos na América do Sul e os estoques de passagem nos Estados Unidos tendem a limitar altas mais expressivas dos preços. A oferta global de grãos entrará em 2027 sustentada pela safra recorde de soja em 2026 e pelo aumento da capacidade de esmagamento. Apesar da perspectiva de maior disponibilidade de matérias-primas, os custos da ração entregue aos produtores devem continuar pressionados pela elevação das despesas com operações de campo, energia, frete e insumos agrícolas. No cenário climático, a possibilidade de consolidação de um El Niño de forte intensidade representa risco de chuvas na Região Sul do Brasil e de seca na Região Norte.

Contudo, episódios históricos do fenômeno não apresentam correlação constante com perdas de produtividade nas lavouras de milho no Brasil ou nos Estados Unidos, o que limita a previsibilidade dos impactos sobre a oferta. A elevação dos preços do diesel e as incertezas nos mercados de energia do Oriente Médio e da Europa também continuam pressionando os custos de fertilizantes e defensivos. Como a cultura do milho exige maior aplicação de insumos do que a soja, o aumento das despesas pode levar à redução da área plantada ou da adubação do cereal, favorecendo o direcionamento de mais hectares para o cultivo da oleaginosa. Pelo lado da demanda, o Rabobank projeta estabilidade no consumo global de ração animal em 2027.

Nos Estados Unidos, a produção de carne de frango deve crescer entre 1% e 1,5%, enquanto a produção de leite deve avançar de 1% a 2%. Em contrapartida, os segmentos de carne bovina e suína tendem a registrar volumes estáveis ou menores. O México deve continuar entre os principais destinos das exportações norte-americanas de milho, farelo de soja e subprodutos. Nesse cenário, a combinação entre disponibilidade de grãos, custos de produção e demanda dos setores de proteína animal será determinante para a evolução dos preços das rações em 2027. A maior oferta sul-americana e os estoques norte-americanos devem moderar a pressão, mas não necessariamente compensar a alta das despesas com energia, transporte e insumos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.