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26/Oct/2026

Boi: preços firmes e comercialização em ritmo lento

O mercado físico do boi gordo registra negociações mais lentas e preços predominantemente estáveis nas principais regiões pecuárias do Brasil. A oferta ajustada de bovino prontos para abate e a postura firme dos pecuaristas sustentam as cotações, enquanto o menor interesse comprador, especialmente no mercado doméstico, limita o potencial de novas altas. Em São Paulo, os frigoríficos reduziram a disposição para novas compras diante do consumo mais fraco na segunda quinzena do mês. No curto prazo, a expectativa é de manutenção desse cenário, com suporte da oferta restrita, mas espaço limitado para valorizações adicionais. A oferta ajustada também se reflete nas programações de abate.

Na parcial de outubro, as escalas variam de cinco a onze dias, com média nacional de oito dias, abaixo dos dez dias observados em outubro de 2025. A menor disponibilidade de bovinos terminados e a resistência dos pecuaristas em negociar por preços inferiores ajudam a sustentar as cotações, enquanto os frigoríficos buscam recompor as escalas de abate. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 380,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 355,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 370,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 385,00 por arroba a prazo. As escalas de abate dos frigoríficos estão, em média, programadas para sete dias úteis. O ritmo de negócios está mais lento, refletindo o menor interesse comprador e as dificuldades de escoamento da carne bovina.

Em Goiás, o boi gordo é negociado entre R$ 365,00 e R$ 367,00 por arroba a prazo. As escalas de abate estão programadas entre cinco e oito dias. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado a R$ 360,00 por arroba, em um contexto de oferta limitada. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi registra alta de 0,23% nos últimos dias, para R$ 26,05 por Kg, enquanto a carcaça da vaca tem avanço de 0,08%, para R$ 25,06 por Kg. A carcaça bovina atingiu recorde nominal, mas o ritmo mais lento de comercialização e a redução sazonal do poder de compra dos consumidores limitam a capacidade de repasse de novos aumentos do boi gordo. Assim, a combinação entre oferta restrita, escalas relativamente curtas e demanda doméstica moderada tende a manter o mercado firme, mas com menor espaço para novas altas no curto prazo.