26/Oct/2026
Segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), as exportações de carne bovina de Mato Grosso cresceram 2.242% entre 2001 e os primeiros nove meses de 2026, passando de 24,1 mil toneladas para 566,5 mil toneladas. O avanço ocorreu ao longo dos 25 anos desde o reconhecimento do Estado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como livre de febre aftosa com vacinação. A condição sanitária contribuiu para ampliar o acesso aos mercados internacionais e consolidar Mato Grosso como o maior produtor de carne bovina do Brasil. De janeiro a setembro de 2026, o Estado exportou carne bovina para mais de 90 países, com receita de US$ 3,4 bilhões.
A China, que não importava a proteína mato-grossense em 2001, tornou-se o principal destino, com aquisições de 252,3 mil toneladas no período, equivalentes a 44,5% do volume embarcado pelo Estado. Em 2001, as exportações totalizaram 24,1 mil toneladas e US$ 47,5 milhões, com vendas destinadas a 29 países. Naquele ano, o Egito liderou as compras, com 9,7 mil toneladas, correspondentes a 40,7% do volume exportado por Mato Grosso. A expansão das vendas externas está associada à evolução dos controles sanitários e aos investimentos dos pecuaristas em produtividade.
Ao longo dos últimos 25 anos, a pecuária do Estado passou por transformações relacionadas à adoção de genética aprimorada, tecnologias de produção e melhorias no manejo dos rebanhos. Paralelamente, o controle sanitário contribuiu para assegurar a qualidade da produção e ampliar a presença da carne bovina estadual no mercado internacional. Além de favorecer a abertura de mercados que exigem garantias sanitárias rigorosas, o reconhecimento sanitário contribuiu para a expansão da atividade pecuária. A manutenção desse status também é relevante para o acesso a destinos que oferecem melhor remuneração por determinados cortes bovinos, reforçando a importância da vigilância sanitária para a competitividade do setor.
No início dos anos 2000, a pecuária de Mato Grosso era predominantemente extensiva, baseada na criação de bovino em grandes áreas de pastagem e com menor utilização de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. Desde então, os produtores ampliaram os investimentos em melhoramento genético, recuperação de pastagens, suplementação alimentar e sistemas de produção mais intensivos. Essas mudanças permitiram elevar a produtividade por hectare e melhorar a qualidade dos animais destinados ao abate. A combinação entre avanços sanitários, modernização dos sistemas de criação e ganhos de eficiência contribuiu para ampliar a escala de produção e sustentar o crescimento das exportações mato-grossenses de carne bovina. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.