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23/Oct/2026

Frango: preço da carne se mantém estável no atacado

As restrições internacionais após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em granja de Nova Itaberaba (SC) devem reduzir o volume de carne de frango exportada pelo Brasil em cerca de 43 mil toneladas por mês até o fim dos embargos. O volume representa de 8% e 9% do total embarcado pelo País em setembro. Até o momento, Arábia Saudita, China e Chile anunciaram a suspensão da compra de carne de aves de Santa Catarina, enquanto o México estendeu a restrição para todo o Brasil. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisados pelo Cepea apontam que os países compraram cerca de 26% da carne de frango do Estado entre janeiro e setembro de 2026, um total de 261,8 mil toneladas. Restrições impostas por um período maior de tempo podem ter efeitos negativos às economias dos países importadores da carne nacional, especialmente em relação à pressão inflacionária.

Este é um fator que favorece o setor brasileiro para acelerar a retomada dos envios após a normalização da situação por parte do corpo sanitário brasileiro. O preço da proteína se mantém estável no mercado brasileiro, sem registros de interrupções nas negociações por conta da identificação da doença. Em São Paulo, no atacado, o preço médio do frango inteiro e congelado registra recuo de 0,1% nos últimos sete dias, para R$ 7,92 por Kg e R$ 7,96 por Kg, respectivamente. Em Erechim (RS) e em Toledo (PR), as cotações do frango inteiro também estão estáveis, com médias respectivas de R$ 10,86 por Kg e R$ 10,39 por Kg. Os cortes avícolas registram alta de 1,1% nos últimos sete dias em São Paulo. O preço do peito de frango e do coração resfriado estão em R$ 11,03 por Kg e R$ 34,47 por Kg, respectivamente. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.