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23/Oct/2026

Frango: regionalização preserva mercados para o PR

A regionalização das restrições sanitárias após a confirmação de um foco da Doença de Newcastle em uma granja comercial de Nova Itaberaba (SC) foi importante para preservar o acesso do Paraná aos mercados internacionais de carne de aves. A avaliação é da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), que destacou a relevância da negociação que permitiu limitar as restrições impostas pela China a Santa Catarina. Entre janeiro e setembro de 2026, o mercado chinês respondeu por 16% das exportações paranaenses de carne de aves. Após a confirmação do foco, China, Arábia Saudita, Argentina e Chile suspenderam as compras de carne de frango proveniente de granjas catarinenses. México e Malásia, por sua vez, estenderam os embargos a todo o território brasileiro, ampliando o alcance comercial das medidas sanitárias.

O episódio reforça a importância dos mecanismos de regionalização para limitar os efeitos de ocorrências sanitárias localizadas sobre as exportações. A aplicação dessas medidas permite diferenciar áreas afetadas e livres da doença, contribuindo para preservar os embarques provenientes de regiões que atendam aos requisitos sanitários dos mercados importadores. A Ocepar também ressaltou a importância da diversificação dos destinos das exportações e da atuação coordenada entre o setor produtivo e as autoridades sanitárias. O acompanhamento contínuo das restrições comerciais e da evolução do quadro sanitário regional será determinante para os desdobramentos sobre o comércio internacional de produtos avícolas brasileiros.

Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral/Seab), o Estado exportou mais de US$ 3 bilhões em carne de aves até setembro de 2026, crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado correspondeu a 37% das exportações brasileiras do segmento, evidenciando a relevância do Paraná na cadeia nacional de proteína avícola. A preservação do acesso aos mercados internacionais é estratégica para o Estado, considerando a participação nas exportações brasileiras e a importância de destinos como a China. A continuidade dos embarques dependerá da evolução sanitária, do cumprimento dos protocolos exigidos pelos importadores e da capacidade de negociação para manter as restrições limitadas às áreas afetadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.