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22/Oct/2026

Boi: ágio entre boi gordo e magro recua em outubro

A diferença entre os preços do boi magro e do boi gordo diminuiu nesta parcial de outubro de 2026 frente a setembro, refletindo a valorização mais intensa do bovino terminado. Esse movimento reduz o diferencial entre o investimento necessário para a aquisição do boi magro e o valor da venda do boi gordo, podendo favorecer a atratividade econômica da terminação intensiva. Ainda assim, a viabilidade do confinamento depende da relação entre os preços de compra e venda dos animais e demais custos envolvidos na produção. Na parcial de outubro, o preço do boi magro negociado na região de Presidente Prudente (SP) registra média de R$ 4.618,55 por cabeça, valor 9,2% superior ao de janeiro/26, em termos reais (as médias mensais foram deflacionadas pelo IGP-DI de setembro/26).

A valorização observada desde o início do ano está associada à menor disponibilidade de bovinos para reposição e à elevação dos preços do boi gordo, que, ao melhorar as perspectivas de remuneração da atividade, estimula a demanda por animais para engorda. Na comparação com setembro, a média do boi magro também apresenta avanço, de 3,2%. Quanto ao boi gordo, o preço médio parcial de outubro em São Paulo está em R$ 376,33 por arroba, com alta real de 17,4% em relação a janeiro/26. O movimento está relacionado à oferta mais restrita de bovinos prontos para abate e às escalas de abate mais curtas da indústria frigorífica. Entre setembro e a parcial de outubro, a média do boi gordo também registra elevação, de 6,6%, superior ao avanço de 3,2% observado para o boi magro no mesmo intervalo. Com isso, o diferencial de preços entre as duas categorias diminuiu. O ágio do boi magro sobre o boi gordo está em 2,3% na parcial de outubro/26, ante 12,6% em outubro/25.

Em janeiro deste ano, o diferencial era de 10%, enquanto, em abril, havia recuado para 3%. Nesse contexto, os preços futuros do boi gordo também constituem uma referência importante para o planejamento da terminação. Na B3, os contratos futuros com vencimento nos primeiros meses de 2027 operam entre R$ 394,00 e R$ 395,00 por arroba, o que favorece a formação de expectativas mais favoráveis de receita na comercialização dos animais terminados nos próximos meses. Para os próximos meses, a evolução do mercado dependerá, entre outros fatores, do comportamento da oferta de animais para abate, do ritmo de compra dos frigoríficos e da capacidade de escoamento da carne bovina. A demanda interna, especialmente com a aproximação das festas de fim de ano, pode contribuir para sustentar o consumo, embora o poder de compra das famílias e a concorrência com outras proteínas possam limitar o repasse de preços ao longo da cadeia. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.