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21/Oct/2026

Leite: custos de produção avançam em setembro

Em setembro, o aumento dos gastos com nutrição voltou a pressionar os custos de produção da pecuária leiteira. O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou alta de 0,46% na “Média Brasil” (Goiás, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam os maiores avanços do indicador no período, de 2,08% e 1,33%, respectivamente. Os preços das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de rações, milho e soja, registraram novas altas em setembro, provocando aumento de 0,84% no grupo de concentrados na “Média Brasil”. O Rio Grande do Sul apresentou a maior valorização, de 6,04%, contribuindo para a elevação do COE estadual.

No período, o Indicador do Milho ESALQ/BM&F subiu 4,39%, enquanto o Indicador da Soja Cepea/Esalq, referente à soja em grão em Paranaguá, avançou 7,32%. O farelo de soja registrou alta ainda mais expressiva, de 13,25%. Esse cenário pode manter a pressão sobre os custos dos concentrados nos próximos meses, com possibilidade de novos aumentos nos preços das rações em outubro. Os insumos destinados à suplementação mineral e proteica também ficaram mais caros em setembro, com alta de 0,35% na Média Brasil. Os movimentos, contudo, foram distintos entre as regiões. Bahia e Goiás registraram recuos nas cotações, enquanto as demais regiões apresentaram valorização.

Os custos com operações mecanizadas voltaram a subir, com avanço de 1,32% na “Média Brasil”. A aproximação do período de reforma de pastagens e de produção de volumoso estratégico tende a elevar a demanda por operações mecanizadas e insumos agrícolas nas propriedades leiteiras. Nesse contexto, o acompanhamento dos preços do diesel e dos demais insumos é importante para o planejamento das aquisições e para reduzir a exposição a possíveis aumentos de custos nos últimos meses do ano. Em contrapartida, os grupos de adubos e corretivos e de defensivos agrícolas mantiveram relativa estabilidade nas cotações durante setembro.

Em relação ao poder de compra, considerando o preço do leite recebido pelo produtor em agosto de 2026, que subiu 0,38%, para R$ 2,89 por litro, e o preço do milho, com média de R$ 66,96 por saca de 60 Kg, foram necessários 23,19 litros de leite para adquirir 1 saca de milho. O volume representa aumento de 2,88% em relação ao mês anterior, quando eram necessários 22,54 litros de leite por saca de milho, indicando redução mensal do poder de compra do produtor. Apesar da piora, a quantidade de leite necessária para comprar 1 saca de milho permaneceu abaixo da média dos últimos 12 meses, de 28 litros por saca de 60 Kg. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.