21/Oct/2026
O Brasil suspenderá preventivamente as exportações de carne de aves para a China após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A medida está prevista no protocolo sanitário bilateral entre os dois países. O autoembargo foi confirmado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A suspensão atende às regras sanitárias estabelecidas para ocorrências desse tipo. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o foco nesta segunda-feira, após análise laboratorial, e informou que a propriedade foi interditada, com medidas de contenção e erradicação em andamento. O órgão também comunicou a ocorrência aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária.
O protocolo bilateral com a China prevê a suspensão das certificações após a detecção da doença. Concluídas as medidas relacionadas ao foco, o Brasil deverá encaminhar um dossiê técnico com informações sobre a ocorrência à Administração Geral de Alfândega da China (GACC), autoridade sanitária chinesa. A retomada das exportações dependerá da avaliação e da autorização do órgão asiático. O episódio tem precedente recente. Em julho de 2024, após a confirmação de Newcastle em uma granja comercial de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul, o Brasil suspendeu preventivamente a certificação das exportações de carne de aves para a China em todo o território nacional.
Posteriormente, o mercado chinês restringiu as compras aos produtos originários do Rio Grande do Sul. O embargo ao Estado permaneceu por cerca de um ano e meio, até janeiro de 2026, quando a China anunciou a retirada da restrição à carne de frango do Rio Grande do Sul. A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres. Os sinais clínicos incluem manifestações respiratórias, seguidas por alterações nervosas. A doença é de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A ocorrência não representa risco associado ao consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária, que permanecem próprios para consumo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.