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20/Oct/2026

Frango: Mapa inicia eliminação de Newcastle em SC

O Ministério da Agricultura iniciou os procedimentos para eliminar o foco da Doença de Newcastle identificado em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. As medidas incluem o abate sanitário das aves, a limpeza e a desinfecção da propriedade. O Brasil precisará aguardar 90 dias para solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento do retorno à condição de área livre da doença. A confirmação do foco ocorreu no domingo (18/10), após análises de amostras coletadas na propriedade. O caso atende aos critérios da OMSA para caracterização de um foco, que consideram a espécie hospedeira e a virulência do vírus, verificada por meio da análise do material genético.

A granja abriga aproximadamente 6 mil perus e permanece com a movimentação de animais suspensa. O Ministério da Agricultura e as autoridades sanitárias estaduais realizaram reuniões técnicas para preparar as medidas de controle, iniciadas nesta segunda-feira (19/10). Após o abate sanitário, serão executados os procedimentos de limpeza e desinfecção da propriedade, além do início da contagem dos períodos necessários para o encerramento do foco. O protocolo prevê dois períodos de incubação de 21 dias, totalizando 42 dias de monitoramento sanitário. A vigilância abrangerá a propriedade afetada e as granjas localizadas na área de restrição, que compreende os municípios de Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias, em Santa Catarina.

A região reúne aproximadamente 133 granjas, que serão acompanhadas durante o período de monitoramento. Pelas regras vigentes da OMSA, o prazo para o Brasil voltar a ser reconhecido como área livre da Doença de Newcastle é de 90 dias. O País já apresentou anteriormente um pedido à organização para reduzir esse intervalo, mas a atualização das regras ainda não foi efetivada. A revisão ocorre, em geral, anualmente, em maio, de modo que uma eventual alteração deverá ser analisada no próximo ano. A ocorrência não representa risco à população pelo consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária. O Ministério da Agricultura também considera o episódio restrito e, até o momento, não identificou indícios de disseminação em maior escala. A detecção ocorreu por meio de um programa de vigilância ativa previsto no planejamento anual de fiscalização sanitária, e não a partir de uma suspeita inicial de doença.

As amostras foram coletadas em 21 de setembro e encaminhadas para análise. Em 14 de outubro, o resultado de um teste de reação em cadeia da polimerase (PCR) indicou a possibilidade de um caso suspeito. A partir desse resultado, foi suspensa a movimentação de animais da granja, houve coleta de novas amostras e foi realizada a análise confirmatória do material inicial. No domingo (18/10), os resultados das novas amostras confirmaram a presença do vírus da Doença de Newcastle. A confirmação será publicada nesta segunda-feira (19/10) no Diário Oficial da União (DOU). O Ministério da Agricultura também notificará a OMSA dentro do prazo de 24 horas previsto para a comunicação de ocorrências sanitárias. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.