19/Oct/2026
O Brasil espera obter até dezembro de 2026 a autorização da China para exportar miúdos bovinos ao mercado asiático. As negociações sanitárias estão avançadas, segundo fontes do governo brasileiro, e a concretização da abertura depende de decisão política das autoridades chinesas. A medida ampliaria o acesso dos frigoríficos nacionais a um mercado com demanda elevada por esses produtos, utilizados em ensopados e pratos típicos da culinária asiática. O interesse dos exportadores brasileiros está relacionado ao potencial de valorização das miudezas na China, onde esses itens apresentam maior valor agregado do que no mercado doméstico.
A abertura permitiria ampliar a receita com produtos que têm demanda relativamente menor no Brasil, diversificando as vendas e melhorando o aproveitamento econômico dos animais abatidos. A negociação também faz parte da estratégia do setor para reduzir os impactos das restrições comerciais chinesas sobre a carne bovina brasileira. Os exportadores buscam ampliar a comercialização de produtos que não estejam sujeitos ao sistema de salvaguardas e cotas aplicadas às importações de carne bovina.
Nesse contexto, a eventual autorização para os miúdos poderia criar uma alternativa adicional de receita, embora dependa das condições sanitárias e comerciais definidas pela China. O setor considera difícil que o sistema de cotas de exportação de carne bovina seja alterado antes de 2028. Por isso, a ampliação do portfólio de produtos autorizados a entrar no mercado chinês é vista como uma forma de amortecer os efeitos das restrições sobre os embarques brasileiros. A abertura, caso confirmada, não substituiria as vendas de carne bovina, mas poderia contribuir para diversificar as receitas e ampliar o aproveitamento dos subprodutos da indústria frigorífica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.