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16/Oct/2026

Boi: preços sustentados por restrições na oferta

Os preços do boi gordo seguem sustentados no mercado físico, diante da oferta ajustada de bovinos prontos para abate e da necessidade de recomposição das escalas de compra dos frigoríficos. Observa-se novas altas principalmente nas regiões em que a disponibilidade de bovinos está mais restrita em relação à demanda, exigindo maior remuneração pelos lotes negociados. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 380,00 por arroba a prazo; o “boi China”, a R$ 385,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 348,00 por arroba a prazo; e a novilha gorda, a R$ 365,00 por arroba a prazo. O mercado apresenta melhora no escoamento da carne bovina, mas os frigoríficos mantêm cautela nas compras e negociam volumes suficientes para compor as escalas de abate.

Do lado da oferta, os pecuaristas restringem a disponibilidade de bovinos, na expectativa de obter preços mais elevados, o que contribui para sustentar as cotações no mercado físico. Apesar dos fundamentos de sustentação, há fatores que podem limitar novas valorizações. A arroba brasileira está na faixa de US$ 75,00, recorde histórico nominal em dólares, enquanto o preço médio de exportação da carne bovina também se encontra próximo dos níveis máximos. Uma eventual apreciação do Real no curto prazo, a depender do resultado das eleições, e o encarecimento da carne em relação ao poder de compra do consumidor brasileiro podem reduzir o espaço para aumentos adicionais.