15/Oct/2026
Os preços do boi gordo estão firmes na maioria das regiões pecuárias brasileiras, sustentados pela oferta limitada de bovinos prontos para abate e pela necessidade dos frigoríficos de recompor as escalas de abate. O ritmo das compras na segunda quinzena de outubro será determinante para a sustentação das cotações, considerando a expectativa de enfraquecimento sazonal do consumo nesse período. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 380,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 345,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 360,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 385,00 por arroba a prazo. Os preços registram alta em Minas Gerais, Mato Grosso, Santa Catarina, Alagoas, Pará, Bahia, Tocantins, Espírito Santo e Rio de Janeiro.
No mercado externo, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que as exportações brasileiras de carne bovina recuaram na parcial de outubro (até a segunda semana, considerando sete dias úteis). Os dados indicam redução do volume médio diário embarcado, parcialmente compensada pela valorização do preço médio por tonelada. Em São Paulo, no atacado, as cotações registram alta, em um cenário de maior aquecimento das vendas no varejo. Os preços das carcaças casadas do boi capão e do boi inteiro subiram 1,1%, para R$ 25,00 por Kg e R$ 24,55 por Kg, respectivamente. A carcaça da vaca também teve alta de 1,1%, para R$ 24,00 por Kg, enquanto a carcaça da novilha avançou 2,0%, para R$ 24,55 por Kg.
A carcaça casada do boi capão igualou o maior patamar da série histórica, alcançado anteriormente na penúltima semana de abril de 2026. As demais categorias, que já haviam atingido recordes nas semanas recentes, registram novas máximas históricas. No âmbito das negociações comerciais, Brasil e China avançam nas tratativas para ampliar o acesso de miúdos bovinos brasileiros ao mercado chinês. No mês anterior, a China autorizou a abertura de mercado para miúdos suínos do Brasil. A possibilidade de ampliar as exportações de miúdos bovinos representa uma oportunidade de agregar valor à cadeia pecuária brasileira, especialmente diante da demanda chinesa por esses produtos. A evolução das negociações poderá abrir uma nova frente comercial para o setor, embora ainda dependa da conclusão dos entendimentos entre os dois países.