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15/Oct/2026

Boi: contratos futuros próximos de R$ 400 por arroba

Segundo o Itaú BBA, a curva futura do boi gordo oferece oportunidades de proteção de preços para pecuaristas com bovinos programados para abate nos próximos meses, diante da perspectiva de sustentação das cotações e de margens atrativas no confinamento. Os contratos com vencimento a partir de novembro se aproximam de R$ 400,00 por arroba, em um cenário marcado pela menor oferta de bovinos prontos para abate, pela retomada das compras chinesas e pela sazonalidade favorável à demanda no mercado doméstico. Apesar dos fundamentos favoráveis, os níveis historicamente elevados dos preços do boi gordo e da carne bovina podem limitar novas valorizações. Nesse contexto, a fixação antecipada dos preços de venda representa uma alternativa para preservar as margens dos animais com entrega prevista a partir de novembro, período em que a rentabilidade projetada do confinamento permanece atrativa.

A oferta de bovinos para abate perdeu força significativamente desde julho, enquanto a indústria frigorífica tende a ampliar as compras para recompor estoques e atender à demanda externa nos últimos meses do ano. A retomada das aquisições pela China, combinada à sazonalidade favorável do consumo interno, constitui outro fator de sustentação para as cotações. A combinação desses elementos reforça as perspectivas para o mercado no curto prazo, embora não elimine os riscos de oscilações. Entre os fatores que podem limitar altas adicionais, a arroba brasileira está cotada na faixa de US$ 75,00, recorde histórico nominal em dólares. O preço médio de exportação da carne bovina também se encontra próximo dos níveis máximos. Uma eventual valorização do Real no curto prazo, dependendo do resultado das eleições, pode reduzir a competitividade das exportações e limitar o espaço para novos aumentos.

No mercado doméstico, o encarecimento da carne bovina em relação ao poder de compra do consumidor também pode restringir a demanda. No horizonte de longo prazo, o principal risco apontado pelo banco é o aumento contínuo dos custos de reposição dos bovinos. A valorização do gado de reposição exige preços mais elevados para o boi gordo terminado, de modo a evitar a compressão das margens e preservar a rentabilidade da atividade pecuária em um ambiente de custos crescentes. Nesse cenário, a proximidade dos contratos futuros de R$ 400,00 por arroba amplia a relevância das estratégias de proteção comercial para os pecuaristas. A decisão de fixar preços deve considerar o calendário de abate, os custos de produção, o valor de reposição e as margens projetadas, uma vez que a sustentação das cotações convive com fatores que podem limitar novas altas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.