15/Oct/2026
Com as elevações nos preços do suíno vivo nesta parcial de outubro, a alta menos intensa nas cotações do farelo de soja e a baixa nos valores do milho, o poder de compra do suinocultor de São Paulo tem apresentado recuperação, interrompendo a sequência de três meses de recuos. A média do suíno vivo posto na indústria da região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) está em R$ 6,22 por Kg nesta parcial de outubro, avanço expressivo de 23% frente à média de setembro, e a segunda alta consecutiva. Agentes têm relatado expansão na demanda das famílias pela carne suína, o que, consequentemente, aumenta a procura da indústria por novos lotes de suínos. Além disso, os produtores, diante do cenário de sobreoferta, têm se esforçado para diminuir o peso médio dos suínos, visando reduzir a produção de carne por cabeça, o que tem fortalecido as cotações do suíno vivo desde o mês passado.
Quanto aos insumos, os movimentos de preços estão distintos entre produtos negociados nos mercados de lotes de Campinas (SP). A média do Indicador do milho ESALQ/BM&F está em R$ 67,37 por saca de 60 Kg na parcial deste mês, baixa de 3,6% em relação à média de setembro. O cenário de exportações arrefecidas e de produção recorde no Brasil influencia na retração. Por outro lado, o preço do farelo de soja apresenta alta de 3,7% neste mês, a quarta seguida, com média parcial de R$ 2.206,15 por tonelada, a maior, em termos reais, desde outubro de 2024, quando era de R$ 2.214,83 por tonelada (valor deflacionado pelo IGP-DI de set/26). A crescente demanda norte-americana e as exportações brasileiras recordes do setor nacional têm pressionado as cotações do produto. Assim, neste mês, a cada quilograma de suíno vivo, o suinocultor pode adquirir 2,82 Kg de farelo de soja ou 5,54 Kg de milho, resultados 18,8% e 27,6% acima dos de setembro. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.