14/Oct/2026
O Brasil avança nas negociações com a China para autorizar a exportação de miúdos bovinos, em uma iniciativa voltada à ampliação do mercado para produtos de origem animal e à agregação de valor à cadeia pecuária. No último mês, a China autorizou a abertura de mercado para miúdos suínos brasileiros, criando uma nova oportunidade comercial para a suinocultura nacional. O mercado chinês apresenta potencial para esses produtos, que são valorizados no consumo local e podem alcançar remunerações atrativas. As tratativas para os miúdos bovinos seguem em andamento, com expectativa de avanço nas autorizações comerciais.
A eventual abertura desse mercado poderá ampliar o aproveitamento econômico dos animais abatidos, diversificar as receitas dos frigoríficos e aumentar o valor agregado das exportações brasileiras de carne bovina. Paralelamente, o Brasil mantém a expectativa de novas habilitações de frigoríficos para exportar à China. Após a realização de uma auditoria no País, quatro novas plantas foram autorizadas a operar no mercado chinês. A possibilidade de habilitação de outras unidades já vistoriadas poderá ampliar a capacidade exportadora brasileira e favorecer a continuidade dos embarques para um dos principais destinos da proteína animal nacional. O avanço das negociações ocorre em um contexto de expansão das relações comerciais agropecuárias entre os dois países.
Segundo o Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras para a China cresceram US$ 55 bilhões ao longo do governo Lula. A ampliação do acesso a novos produtos e a habilitação de mais estabelecimentos frigoríficos constituem instrumentos para diversificar a pauta exportadora, elevar o aproveitamento comercial da produção pecuária e fortalecer a presença brasileira no mercado chinês. A concretização da abertura para miúdos bovinos e a autorização de novas plantas frigoríficas dependerão da conclusão dos procedimentos sanitários e comerciais entre os dois países. Caso as negociações avancem, o Brasil poderá ampliar as oportunidades de exportação tanto para a bovinocultura quanto para a suinocultura, aproveitando a demanda chinesa por diferentes produtos de origem animal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.