13/Oct/2026
Os preços do boi gordo estão em alta no mercado físico, sustentados pela oferta restrita de bovinos prontos para abate e pelo consumo mais aquecido de carne bovina. A combinação mantém a indústria frigorífica atuante nas compras e reforça a sustentação das cotações, em um cenário de disponibilidade de bovinos inferior à observada no mesmo período do ano passado. Novos reajustes positivos foram registrados pelas consultorias de mercado, indicando continuidade do movimento de valorização da arroba. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 369,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 345,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 360,00 por arroba a prazo. O “boi China” está cotado a R$ 375,00 por arroba aprazo, recorde nominal, com indicações de negócios acima desse patamar para lotes maiores.
A oferta comedida em relação ao ano anterior e a expectativa de demanda firme continuam entre os principais fatores de sustentação do mercado, mantendo o viés de alta das cotações. O cenário sugere que a trajetória de preços do boi gordo continuará condicionada ao ritmo de oferta de bovinos terminados, à intensidade das compras dos frigoríficos e ao comportamento do consumo doméstico e das exportações. A retenção de fêmeas pode prolongar a restrição de oferta, enquanto a manutenção da demanda em níveis firmes tende a favorecer a sustentação das cotações. A aproximação dos preços futuros de R$ 400,00 por arroba reforça a expectativa de um mercado valorizado, embora a continuidade do movimento dependa da confirmação desses fundamentos nas próximas semanas.