06/Oct/2026
O mercado físico do boi gordo registra novas altas em algumas regiões, sustentado pela oferta restrita de bovinos terminados e pela postura dos pecuaristas, que seguem controlando o ritmo das entregas. Esse cenário mantém a perspectiva de preços firmes e abre espaço para novas valorizações pontuais, especialmente caso os frigoríficos necessitem recompor as escalas de abate e encontrem resistência dos produtores em ampliar os volumes ofertados.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 362,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 340,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 355,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 370,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, oito dias. A expectativa é de início de semana com preços firmes, com possibilidade de novas altas pontuais conforme a necessidade de compra de cada frigorífico e a disponibilidade de lotes. A formação das cotações tende a permanecer heterogênea entre os compradores, refletindo tanto a necessidade de recomposição das escalas quanto o volume e a qualidade dos animais ofertados.
Em Goiás, o boi gordo está cotado entre R$ 345,00 e R$ 347,00 por arroba; em Tocantins, entre R$ 347,00 e R$ 349,00 por arroba. em Mato Grosso, entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba; em Rondônia, entre R$ 340,00 e R$ 350,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,89 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,97 por Kg. A valorização no atacado acompanha a firmeza observada no mercado da matéria-prima, embora a velocidade de repasse para os preços da carne continue condicionada ao comportamento da demanda.