05/Oct/2026
A oferta restrita de bovinos e a demanda por carne bovina devem continuar sustentando a alta dos preços do boi gordo no Brasil, mas a intensidade do movimento dependerá da retomada das compras chinesas. Em São Paulo, observa-se novas altas no mercado físico, em um ambiente de oferta enxuta e demanda consistente. A disponibilidade limitada de bovinos mantém a ponta vendedora no controle da oferta, enquanto os frigoríficos, atentos às oportunidades de compra, têm aceitado os preços pedidos para manter as escalas de abate e assegurar o abastecimento na virada do mês, período em que o escoamento da carne tende a melhorar gradualmente.
No Estado, o boi gordo está cotado a R$ 362,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 340,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 352,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 367,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, oito dias. Há registro de negócios pontuais acima das referências, mas sem volume suficiente para estabelecer um novo patamar. Em Minas Gerais, o boi gordo está cotado entre R$ 350,00 e R$ 360,00 por arroba a prazo. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado R$ 350,00 e R$ 360,00 por arroba a prazo.
Em Mato Grosso, entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba a prazo, com escalas de abate de cinco a oito dias. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,79 por quilo e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,91 por quilo. O mercado segue, portanto, condicionado pela combinação entre oferta limitada de bovinos, capacidade de absorção dos frigoríficos e comportamento da demanda externa. A evolução das compras chinesas será determinante para definir a intensidade e a duração do movimento de alta, especialmente diante da necessidade de acomodação da produção caso o mercado externo não absorva volumes adicionais de carne bovina.