02/Oct/2026
A oferta restrita de bovinos prontos para abate continua sendo o principal fator de sustentação do mercado físico do boi gordo e mantém os preços em alta, apesar de as negociações ainda ocorrerem de forma pontual. Com o início de outubro e o pagamento de salários, a expectativa de reforço da demanda interna por carne bovina pode contribuir para novas altas das cotações. O mês de setembro terminou com altas nos preços ao longo de toda a cadeia pecuária, em um cenário que também contou com melhora das exportações em relação a agosto.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 360,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 365,00 por arroba a prazo. A vaca gorda permanece em R$ 338,00 por arroba a prazo e a novilha gorda, em R$ 350,00 por arroba a prazo. Foram registrados negócios pontuais acima das referências, com frigoríficos de pequeno e médio porte pagando até R$ 375,00 por arroba a prazo por alguns lotes. As escalas de abate atendem, em média, oito dias.
Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado entre R$ 351,00 e R$ 360,00 por arroba a prazo. No Rio Grande do Sul, as cotações permanecem estáveis, mas a oferta é considerada enxuta e os preços seguem firmes entre R$ 12,60 e R$ 12,85 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi avançou 3,08% em setembro, para R$ 24,74 por Kg. O movimento reforça a valorização dos preços ao longo da cadeia pecuária durante o mês passado, em um cenário de oferta restrita de bovinos para abate.