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02/Oct/2026

Boi: rebanho brasileiro recua pelo 2º ano seguido

De acordo com a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (1º/10), o rebanho bovino brasileiro recuou 1,7% em 2025 ante 2024, para 234,3 milhões de cabeças, registrando a segunda queda anual consecutiva e o menor efetivo desde 2022, quando somava 234,9 milhões de cabeças. A redução do efetivo é atribuída ao aumento do abate observado nos últimos quatro anos, com destaque para o descarte de fêmeas. Entre os municípios com os maiores rebanhos, São Félix do Xingu (PA) manteve a liderança, com 2,7 milhões de cabeças, equivalente a 1,2% do total nacional.

Na sequência aparecem Corumbá (MS), com 2,2 milhões de cabeças; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão. A Região Centro-Oeste registrou queda de 3,7% no efetivo bovino em 2025, na terceira retração anual consecutiva, mas permaneceu como a região com o maior rebanho do País, com 72,2 milhões de cabeças, equivalentes a 30,8% do total nacional. A Região Nordeste foi a única a registrar crescimento, de 2,2%, alcançando 37,3 milhões de cabeças. Na Região Norte, o rebanho recuou 1,8%, para 63,4 milhões de cabeças. A Região Sudeste apresentou queda de 1,0%, para 37,3 milhões de cabeças, enquanto a Região Sul registrou retração de 1,7%, para 24,1 milhões de cabeças.

Sudeste e Sul contabilizaram o terceiro ano consecutivo de redução do efetivo bovino. Apesar da redução do número de bovinos, o valor da produção da pecuária atingiu recorde de R$ 141,2 bilhões em 2025, com crescimento de 6,2% ante 2024. Os produtos de origem animal responderam por R$ 128,0 bilhões, alta de 5,6%, enquanto os produtos da aquicultura somaram R$ 13,2 bilhões, aumento de 12,5%. O resultado foi liderado pela produção de leite de vaca, com valor de R$ 89,5 bilhões, correspondente a 63,4% do valor total da produção pecuária. Na sequência aparecem os ovos de galinha, com R$ 36,4 bilhões, equivalentes a 25,8% do total, e o mel, com R$ 1,2 bilhão, participação de 0,9%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.