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01/Oct/2026

Boi: preços permanecem firmes com oferta restrita

O mercado físico do boi gordo segue lento, com os frigoríficos mantendo as compras de forma pontual, voltadas apenas ao atendimento das necessidades de curto prazo. Apesar da baixa liquidez, os preços permanecem firmes, sustentados pela oferta restrita de bovinos. A principal novidade foi o anúncio de que a cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina destinada ao Brasil em 2026 pelo mecanismo de salvaguarda da China atingiu 100% de utilização. Com o esgotamento do limite, os volumes que excederem a cota passarão a pagar, a partir de três dias após o atingimento do limite, uma sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação de 12% e do imposto interno de 9%. Para 2027, a cota brasileira será elevada para 1,128 milhão de toneladas.

Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba a prazo; a vaca gorda; a R$ 338,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 350,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 360,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, seis dias. No Espírito Santo, em um cenário de menor oferta, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba. No Pará, o boi gordo está cotado a R$ 348,00 por arroba e em Mato Grosso, entre R$ 325,00 e R$ 335,00 por arroba. Em São Paulo, no atacado, o destaque é a competitividade das carnes suína e de frango em relação à bovina. A carcaça casada bovina permanece com preço elevado na comparação com as carnes concorrentes, mas ganhou competitividade em relação a agosto. Na comparação entre agosto e setembro, o frango resfriado teve alta de 12% e a carne suína avançou 3%, enquanto a carne bovina subiu apenas 1%. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,61 por Kg e a da vaca, a R$ 23,67 por Kg.