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01/Oct/2026

Boi: preços de toda cadeia avançaram em setembro

Depois da volatilidade verificada em agosto, setembro se encerrou com altas sequenciais ao longo da cadeia pecuária, refletindo a menor oferta de bovinos prontos para abate nesta entressafra vindos do confinamento e à melhora no volume de exportações frente ao mês anterior, além da expectativa da volta das compras chinesas. O preço médio do boi gordo em São Paulo avançou 5,42% no acumulado de setembro, fechando o mês a R$ 363,05 por arroba. A carcaça casada bovina se valorizou 3,08% no mesmo comparativo, a R$ 24,74 por Kg (atacado de São Paulo).

O preço do bezerro, por sua vez, subiu de forma mais moderada, quase 1% no mês, com o Indicador CEPEA/ESALQ (Mato Grosso do Sul) fechando a R$ 3.436,66. Vale lembrar, porém, que, no dia 28 de setembro, este Indicador atingiu o recorde da série do Cepea, iniciada em fevereiro de 2000, a R$ 3.437,62. Quanto ao boi magro, o aumento no mês passado é de 2,14% na região de Presidente Prudente (SP), com média de R$ 4.557,33 por cabeça. Entre janeiro e setembro de 2026, o boi gordo se valorizou 10%, enquanto o preço da carcaça casada no atacado de São Paulo avançou 6,1%.

No mesmo período, as cotações do bezerro subiram 10,65%, reflexo do maior abate de fêmeas ao longo dos últimos três anos. O boi magro, por sua vez, se valorizou 5,81% na mesma comparação. Nota-se que as margens estão sendo disputadas ao longo de toda a cadeia. De um lado, a reposição segue cara, pressionando recriadores e terminadores, e, de outro, a valorização da carcaça está abaixo da do boi gordo, limitando o espaço da indústria. O cenário reforça um mercado em que eficiência produtiva, relação de troca e capacidade de repasse da carne tornam-se cada vez mais determinantes para a rentabilidade.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados no dia 28 de setembro mostram que a média diária de embarques de carne bovina in natura até a penúltima semana de setembro foi de 9,792 mil toneladas, volume 5% acima do verificado em agosto de 2026, de 9,319 mil toneladas, mas ainda com retração de 32% frente a setembro do ano passado (14,304 mil toneladas). Quanto ao preço pago pela carne, a média parcial de setembro estava em US$ 6.296,87 por tonelada, o equivalente a R$ 32.365,91 por tonelada, alta de 7% frente ao registrado em setembro do ano passado.

Dados da DSM/Firmenich mostram que a taxa de ocupação de confinamento no Brasil está, em média, menor em setembro frente ao mesmo mês dos últimos dois anos. Nos últimos sete dias, especificamente, o mercado de boi gordo permanece firme. O preço médio do boi gordo em São Paulo registra alta de 1,95%. Nas demais regiões, os destaques são: Noroeste do Paraná (+2,23%), Pará (+2,32%) e Campo Grande (+2,49%) no mesmo comparativo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.