01/Oct/2026
Os preços do suíno vivo e da carcaça suína subiram em setembro pela primeira vez no ano. O movimento esteve associado à redução da oferta de carne e ao aumento da demanda pela proteína no mercado doméstico, especialmente a partir do dia 10 de setembro. Especificamente para os cortes, por outro lado, os valores recuaram no mês. O suíno vivo posto na indústria na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) registrou média de R$ 5,03 por Kg em setembro, alta de 1,2% frente à de agosto. Quanto à carcaça especial suína, a média atual está em R$ 7,70 por Kg, avanço de 3,9% no mesmo comparativo. A elevação mensal, apesar de modesta, é expressiva quando considerado o contexto do setor, marcado por sucessivas retrações nos preços entre janeiro e agosto, e, sobretudo, pela dinâmica em setembro, com altas verificadas semana a semana, inclusive na segunda quinzena, quando aumentos são atípicos.
No período, a indústria registrou ritmo de negócios mais intenso e constante, fator que contribuiu para a primeira valorização do ano tanto do suíno vivo quanto da carcaça. Agentes ainda sinalizam perspectiva favorável para a primeira semana de outubro, visto que, além do incremento sazonal da demanda das famílias no início do mês, a indústria tem se mostrado mais ativa na formação de estoques para as festividades de fim de ano. Outro fator que colaborou para a alta em setembro foi a redução no peso do suíno abatido. Na última semana de setembro, o peso médio de abate esteve em 115,7 Kg e de 113,9 Kg por suíno nos estados do Paraná e de Minas Gerais, 1,4% e 2,3% abaixo do observado na primeira semana do mês (de 1º a 8 de setembro).
Suínos mais leves resultam em menor disponibilidade de carne no mercado, o que é um mecanismo utilizado por produtores para “enxugar” a oferta interna da proteína, na tentativa de provocar reação nas cotações. Em diversos momentos deste ano, a disponibilidade da carne tem se mantido em patamares elevados, limitando também a capacidade de valorização do suíno vivo. Por outro lado, os cortes comercializados no atacado do estado de São Paulo apresentaram desvalorização entre agosto e setembro. Em São Paulo, no atacado, o preço do lombo suíno, por exemplo, registrou queda de 3,6%, com média de R$ 15,32 por Kg em setembro. O movimento de queda nos cortes é esperado, uma vez que, tradicionalmente, há defasagem de algumas semanas até que as valorizações da carcaça e do suíno vivo sejam repassadas, considerando-se os níveis de estoque e da demanda específica para cada produto. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.