30/Sep/2026
O mercado físico do boi gordo registra poucos negócios e preços firmes em São Paulo. A tendência é de manutenção do ritmo lento das negociações, com os frigoríficos direcionando as compras apenas à recomposição das escalas de abate. A expectativa é de continuidade de uma postura cautelosa das indústrias, com compras ajustadas às necessidades imediatas e sem intensificação da demanda, movimento que limita a pressão adicional sobre os preços, embora a oferta restrita de bovinos mantenha o mercado sustentado. O cenário reforça a percepção de consolidação do ciclo de alta da arroba. Em contrapartida, a menor participação da China nas compras externas de carne bovina neste momento reduz parte da pressão sobre a demanda doméstica por boiadas gordas. A influência chinesa permanece relevante para o equilíbrio do mercado, especialmente diante da limitação temporária das compras após o preenchimento da cota anual destinada ao Brasil.
O comportamento das exportações evidencia o efeito da redução temporária da participação chinesa sobre os volumes, parcialmente compensado pela valorização do preço médio da carne bovina exportada. Em São Paulo, o cenário é de baixa liquidez e cotações estáveis. A oferta de boiadas permanece contida e os frigoríficos mantêm as compras direcionadas apenas à recomposição das escalas. Do lado vendedor, a postura é mais retraída diante da expectativa de alta nos preços com a virada do mês. Os negócios, entretanto, continuam sendo realizados dentro das referências. As escalas de abate atendem, em média, a sete dias. No Estado, o boi gordo segue cotado a R$ 355,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 335,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 347,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 360,00 por arroba a prazo.
Em Alagoas, o boi gordo está cotado a R$ 360,00 por arroba a prazo; em Mato Grosso, a R$ 334,00 por arroba a prazo; e na Bahia, a R$ 342,70 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, as vendas no varejo foram fracas na última semana, com redução dos pedidos destinados à reposição dos estoques. A oferta de carne, entretanto, permanece enxuta, sustentando a valorização das cotações das carcaças. A carcaça casada do boi capão está cotada a R$ 24,25 por Kg e a do boi inteiro, a R$ 23,80 por Kg. A carcaça casada da vaca é negociada a R$ 23,25 por Kg e a da novilha, a R$ 23,80 por Kg. A expectativa para os próximos dias é de retomada das vendas no varejo com a virada do mês, o que tende a manter firmes as cotações no atacado. No mercado físico, a combinação entre oferta restrita, escalas de abate ajustadas e postura cautelosa dos frigoríficos deve continuar limitando a liquidez, enquanto a menor participação temporária da China nas exportações reduz parte da pressão sobre a demanda doméstica.