30/Sep/2026
A China habilitou quatro frigoríficos brasileiros para exportação de carnes ao país asiático. Foram autorizadas duas unidades de carne bovina, da Supremo Carnes e da Masterboi, e duas de aves, da Avivar Alimentos e da cooperativa Dália Alimentos. Os registros constam no cadastro público da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), com data desta terça-feira (29/09). As unidades de bovinos são a Supremo Carnes, em Carlos Chagas (MG), registrada no Serviço de Inspeção Federal (SIF) sob o número 4293, e a Masterboi, em Canhotinho (PE), de SIF 5317. Para aves, foram habilitadas a Avivar Alimentos, em São Sebastião do Oeste (MG), de SIF 960, e a Dália Alimentos, em Arroio do Meio (RS), de SIF 317. Os quatro registros têm validade até 29 de setembro de 2031. Neste mês, a China realizou auditoria remota em 20 frigoríficos brasileiros interessados em exportar ao país asiático, entre 17 e 23 de setembro.
Também houve uma missão presencial chinesa, entre 20 e 26 de setembro, para avaliação do sistema produtivo nacional, com visitas a frigoríficos, laboratório e propriedade rural. Em maio, o Brasil pediu à China a habilitação de 33 estabelecimentos para exportação de carnes: 20 de bovinos, 11 de aves e dois de suínos. A lista foi entregue durante reunião do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, com a ministra da GACC, Sun Meijun, em 19 de maio, em Pequim. As novas habilitações de bovinos ocorrem em meio à salvaguarda comercial adotada pela China para a carne bovina. Para 2026, o país estabeleceu uma cota de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil, com sobretaxa de 55% sobre o volume que ultrapassar esse limite. Dados do Ministério do Comércio da China (Mofcom), de 11 de agosto, mostravam 90% da cota preenchida. Em 24 de setembro, representantes do setor afirmaram ao Broadcast Agro que o limite já foi atingido e que eventuais novas habilitações teriam impacto limitado nos embarques de carne bovina neste ano.
O Brasil busca negociar o uso de parte da cota do Uruguai que não for preenchida. No dia 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao presidente uruguaio, Yamandú Orsi, a disposição de liberar o uso do excedente da cota do país vizinho. Lula não detalhou se o arranjo foi avalizado pela China, responsável pela gestão das cotas. A auditoria chinesa no sistema produtivo nacional foi seguida da abertura do mercado do país asiático aos miúdos suínos internos brasileiros, no sábado (26/09). O protocolo sanitário foi assinado pelo ministro André de Paula e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. O aval contempla produtos como rim, fígado e estômago. Até então, o Brasil estava autorizado a exportar apenas miúdos suínos externos, como patas e orelhas, com origem restrita a Santa Catarina. Segundo fontes técnicas, os frigoríficos já habilitados à China poderão solicitar ao Ministério da Agricultura a ampliação dos produtos autorizados para exportação. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.