ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

29/Sep/2026

Suíno: China abre mercado para miúdos do Brasil

A China abriu o mercado para miúdos suínos do Brasil, ampliando o conjunto de produtos de origem animal autorizados a ingressar no país asiático. O protocolo sanitário bilateral foi assinado em reunião entre o ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A medida amplia as possibilidades comerciais para estabelecimentos brasileiros habilitados e permite diversificar a pauta de exportações de carne suína e seus derivados. Até então, o Brasil estava autorizado a exportar para a China apenas alguns tipos de miúdos suínos, como pés, orelhas, cauda, língua, focinho e máscara suína.

A ampliação do acesso está relacionada ao reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Entre os produtos que passam a ter acesso ao mercado chinês estão músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura; miúdos e coprodutos comestíveis congelados; banha suína não refinada composta exclusivamente por gordura corporal, sem gordura proveniente das vísceras; línguas, máscaras, focinhos, orelhas, caudas e pés suínos inteiros; pele; cartilagem, exceto a derivada da garganta, glote ou vísceras; estômagos; fígado; coração; rins; diafragma; e ossos suínos.

As negociações envolveram a definição dos requisitos sanitários e de certificação e das condições a serem cumpridas pelos estabelecimentos brasileiros interessados em exportar os produtos. A abertura representa acesso a um mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano para produtos suínos desse segmento e amplia as possibilidades de valorização da produção brasileira e geração de receita para a cadeia. De acordo com estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), mais de 100 mil toneladas anuais de miúdos suínos brasileiros poderão ser comercializadas na China a partir da abertura, com potencial de receita superior a US$ 100 milhões por ano para o setor.

A formalização do acesso ocorreu após o encerramento de uma auditoria chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro. Durante o processo, inspetores chineses visitaram estabelecimentos de produção, fazendas, abatedouros e laboratórios oficiais em seis Estados brasileiros, abrangendo as cadeias de carnes bovina, suína e de aves. A China é um dos maiores mercados consumidores e importadores de produtos de origem suína do mundo. As importações chinesas de miúdos suínos somam aproximadamente US$ 2,5 bilhões por ano. A ampliação do acesso também aproxima a oferta brasileira dos hábitos alimentares chineses, já que o consumo de miúdos integra a culinária do país e está presente tanto em restaurantes quanto nos domicílios.

As tratativas bilaterais para a abertura do mercado de miúdos suínos foram intensificadas há cerca de um ano, após missão presidencial ao país asiático. O interesse brasileiro está relacionado ao potencial do mercado chinês, caracterizado pelo elevado consumo de subprodutos suínos, considerados de maior valor naquele mercado, enquanto apresentam menor valor agregado no mercado doméstico. A China mantém posição central no comércio exterior do agronegócio brasileiro e, segundo o Ministério da Agricultura, é o maior mercado de exportação dos produtos agrícolas e pecuários brasileiros desde 2008. A abertura para novos produtos amplia o escopo do comércio bilateral e cria uma alternativa adicional de comercialização para a indústria brasileira de proteína animal. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.