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29/Sep/2026

Ração Animal: Rio Pardo busca sócio estrangeiro

A Rio Pardo Proteína Vegetal, com o processo de recuperação judicial concluído, busca R$ 120 milhões para dobrar a capacidade da fábrica em Sidrolândia (MS), que atualmente opera no limite. A empresa transforma soja em concentrado proteico utilizado na formulação de rações para leitões, aves e peixes e comercializa o produto para 27 países. A primeira etapa da expansão deve elevar a capacidade de processamento de 160 para 320 a 340 toneladas de soja por dia, com início previsto para o primeiro trimestre de 2027 e conclusão em até 14 meses. Com a ampliação da unidade, a Rio Pardo projeta alcançar receita anual entre R$ 380 milhões e R$ 420 milhões a partir de 2028, ante cerca de R$ 135 milhões em 2025. A empresa negocia a entrada de um grupo estrangeiro no capital, que poderá se tornar sócio, e mantém conversas com fundos de investimento, com assessoria de um banco de investimento.

Uma das estratégias de expansão da Rio Pardo é o desenvolvimento de uma versão mais fina e pulverizada do concentrado proteico, destinada à formulação de substitutos do leite para bezerros e leitões. As vendas desse produto cresceram cerca de 40% nos últimos meses. O aumento da demanda está relacionado à valorização do soro de leite, o whey, que passou a ser direcionado preferencialmente ao consumo humano em função dos preços, levando produtores a buscar alternativas de origem vegetal. Na Europa, onde a empresa atende oito países, o concentrado é utilizado na alimentação de criações de vitelos. Esse mercado apresenta preços superiores e amplia as possibilidades de comercialização do produto em segmentos de maior valor agregado.

A recuperação judicial da Rio Pardo foi encerrada em abril, após ter sido requerida em novembro de 2023 na Justiça de Campo Grande (MS). A crise financeira foi associada aos impactos da guerra na Ucrânia e à elevação dos juros. Um financiamento contratado em 2022, a uma taxa de 2,5% ao ano, passou a representar um custo entre 15% e 17% ao ano com a alta das taxas. A dívida com os bancos foi praticamente zerada após o processo de recuperação judicial, mas a empresa ainda deverá aguardar de dois a três anos para voltar a ter acesso a crédito de bancos públicos. A captação de recursos com investidores estrangeiros, fundos e outras fontes privadas ganha relevância nesse período para viabilizar a expansão da capacidade industrial e sustentar o crescimento da produção e das vendas externas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.