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25/Sep/2026

Boi: preços avançam com as restrições na oferta

O mercado físico do boi gordo registra firmeza de preços e novas altas em importantes regiões, sustentado principalmente pela oferta mais restrita de bovinos terminados. A menor disponibilidade de boiadas, característica do ciclo de alta do boi gordo, ocorre em paralelo ao avanço das chuvas em várias regiões produtoras, o que pode estar estimulando parte dos pecuaristas a reter os lotes nas pastagens. Esse movimento reduz a pressão sobre os frigoríficos e amplia o poder de negociação dos produtores, embora a demanda interna por carne permaneça em período sazonalmente mais fraco e as indústrias mantenham cautela na formação dos estoques. Os compradores seguem atuando de forma cautelosa, buscando as melhores oportunidades e controlando os estoques.

Entretanto, quando precisam recompor as programações de abate, acabam aceitando os preços pedidos pelos pecuaristas, diante da menor disponibilidade de bovinos. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba a prazo, com alta de R$ 5,00 por arroba. A vaca gorda está cotada a R$ 335,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 347,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 360,00 por arroba a prazo. As escalas de abate atendem, em média, a oito dias úteis. Em Goiás, o boi gordo está cotado entre R$ 338,00 e R$ 340,00 por arroba a prazo e o “boi China”, a R$ 345,00 por arroba a prazo. Na Bahia, a oferta enxuta mantém os preços. O boi gordo está cotado a R$ 340,00 por arroba a prazo.

Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado a R$ 334,62 por arroba; em Minas Gerais, a R$ 347,77 por arroba; e em Tocantins, a R$ 344,55 por arroba. Em São Paulo, no atacado, os preços apresentam pouca alteração, refletindo o ritmo mais comedido do consumo doméstico. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,35 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,35 por Kg. O mercado pecuário combina, portanto, menor disponibilidade de animais terminados, retenção de lotes favorecida pela melhora das condições de pastagem e necessidade de recomposição das escalas pelos frigoríficos. Esse quadro sustenta os preços no mercado físico, enquanto a demanda doméstica ainda limita uma transmissão mais ampla da valorização da arroba para o atacado e os contratos futuros apresentam acomodação.