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24/Sep/2026

Boi: preços sustentados e comercialização pontual

O mercado físico do boi gordo segue firme, mas com negociações pontuais e espaço limitado para avanço das cotações, diante da combinação entre oferta controlada de bovinos, consumo interno tradicionalmente mais fraco na segunda quinzena do mês e redução das exportações em razão do encerramento da cota chinesa. O mercado registra poucos negócios e parte dos frigoríficos está fora das compras ou buscando alongar as escalas de abate.

Entre as indústrias ativas, algumas indicam preços abaixo das referências, refletindo o ritmo mais lento das vendas de carne, enquanto outras mantêm os valores vigentes. A oferta restrita de bovinos terminados, entretanto, continua limitando a pressão baixista. O cenário de curto prazo permanece condicionado pelo equilíbrio entre a oferta restrita de bovina e a demanda mais fraca por carne bovina no mercado doméstico. A menor disponibilidade de gado limita quedas mais acentuadas, enquanto o ritmo das vendas internas e a redução das compras destinadas à China restringem o espaço para novas altas.

Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 330,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 345,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 355,00 por arroba a prazo, com ágio de R$ 5,00 por arroba. As escalas de abate atendem, em média, a sete dias. No Paraná, o boi gordo está cotado a R$ 360,00 por arroba a prazo; na Bahia, a R$ 332,45 por arroba a prazo; e em Mato Grosso do Sul, a R$ 353,81 por arroba a prazo. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,34 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,35 por Kg.