24/Sep/2026
O poder de compra do suinocultor frente aos principais insumos utilizados na atividade (milho e farelo de soja) registra a terceira retração consecutiva em São Paulo. Na parcial deste mês, a média das cotações do suíno vivo registra recuo, enquanto os insumos se valorizam. Em setembro, o preço do suíno vivo posto na indústria na região produtora de São Paulo (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) tem média de R$ 4,87 por Kg, baixa de 1,8% frente aos R$ 4,96 por Kg registrados em agosto. Altas foram verificadas em boa parte do período, por conta da maior demanda do consumidor final pela carne suína (o que aumentou a procura por novos lotes de suínos vivos). Ainda assim, a média mensal registra recuo, devido à baixa pontual verificada na primeira semana de setembro. De modo geral, os produtores têm apresentado um certo otimismo em relação às altas recentes do suíno vivo, até mesmo na segunda quinzena do mês, quando tradicionalmente há uma retração na demanda pela proteína.
Em relação ao farelo de soja, a maior demanda nacional e internacional pelo produto tem impulsionado as cotações. O derivado da oleaginosa comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP) tem sido comercializado a R$ 2.088,45 por tonelada, em média, em setembro, elevação de 10,5% frente a agosto. Os valores estão novamente na casa dos R$ 2.000,00 por tonelada, o que havia sido verificado pela última vez em dezembro de 2024, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI de ago/26). Além disso, o preço atual do farelo está 23% maior que o registrado em setembro de 2025, em termos reais. Naquele período, a maior demanda pelo óleo de soja para produção de biodiesel resultou em excedente de farelo de soja. Quanto ao milho, a retração de vendedores no mercado spot diante de preocupações com os efeitos do El Niño para a próxima safra e as maiores cotações internacionais do grão fortalecem o Indicador ESALQ/BM&F.
Assim, o cereal é comercializado à média de R$ 70,08 por saca de 60 Kg em setembro, alta de 4,7% frente a agosto. Nesse cenário, o suinocultor paulista pode adquirir, neste mês, 2,33 Kg de farelo de soja ou 4,17 Kg de milho com a venda de 1,0 Kg do suíno vivo, 11,3% e 6,4% abaixo dos registrados em agosto, o terceiro mês consecutivo de retração. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando o preço do suíno vivo estava no maior patamar do ano, as quedas acumuladas no poder de compra são de 58,1% para o farelo e de 51,3% para o milho. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária das exportações de carne suína in natura está em 6,1 mil toneladas nos primeiros 13 dias úteis deste mês, alta de 12% em relação a agosto. Esse resultado, se for mantido, pode indicar aumento no volume total exportado, após a baixa em agosto. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.