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23/Sep/2026

Boi: Austrália prevê recorde de produção em 2026

Segundo projeções da Meat & Livestock Australia (MLA), a produção de carne bovina da Austrália deve superar 3 milhões de toneladas em peso-carcaça em 2026, estabelecendo novo recorde nacional. O resultado será sustentado pelo aumento dos abates, pela ampla disponibilidade de animais, pelo desempenho dos confinamentos e pela demanda internacional aquecida por proteína animal. O abate de bovinos deve alcançar 9,6 milhões de cabeças em 2026, ante 9,3 milhões em 2025. O rebanho australiano é projetado em 30,8 milhões de cabeças, com retração mais gradual que a estimada anteriormente, favorecida por condições climáticas positivas nas pastagens e ganhos de produtividade. O peso médio das carcaças deve atingir 313 quilos, impulsionado pela expansão da terminação em confinamento. A saída de bovinos de confinamento deve superar 4 milhões de cabeças no ciclo 2025/26.

O aumento da eficiência reprodutiva e a maior velocidade de terminação permitem manter o ritmo elevado de abates sem comprometer a estrutura do rebanho destinado à reprodução. Para os anos seguintes, a MLA projeta redução gradual dos abates, para 9,2 milhões de cabeças em 2027 e 8,8 milhões em 2028. O rebanho deve recuar para 30,1 milhões de cabeças em 2027 e 29,7 milhões em 2028. No comércio exterior, as exportações australianas de carne bovina devem alcançar aproximadamente 2,4 milhões de toneladas em 2026. A oferta exportável será favorecida pela menor disponibilidade de carne em concorrentes relevantes, principalmente nos Estados Unidos, onde o rebanho bovino está no menor nível em mais de 75 anos. A valorização do dólar australiano e os ajustes tarifários aplicados por mercados como China e Coreia do Sul representam fatores de pressão sobre a competitividade das exportações.

Apesar disso, a Austrália mantém vantagem comercial associada ao amplo acesso a mercados internacionais, o que sustenta a capacidade de direcionamento da produção para diferentes destinos. Em sentido contrário, as exportações de bovinos vivos recuaram 25% no acumulado dos sete primeiros meses de 2026, pressionadas pela alta dos preços domésticos dos animais e pelo aumento dos custos de frete. A Indonésia foi o principal destino desse fluxo, respondendo por 79% das compras de gado vivo australiano no período. O cenário australiano combina aumento da produção de carne bovina no curto prazo com perspectiva de redução gradual do rebanho e dos abates a partir de 2027. A oferta elevada em 2026, associada à restrição de produção de importantes concorrentes e à demanda internacional por proteína animal, mantém a Austrália em posição relevante no mercado mundial de carne bovina. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.