22/Sep/2026
O mercado físico do boi gordo registra preços firmes, sustentados principalmente pela oferta controlada de bovinos. A capacidade dos pecuaristas de controlar a oferta deve continuar entre os principais fatores de formação dos preços. A sustentação ocorre apesar da cautela dos frigoríficos, em um cenário de consumo doméstico de carne bovina mais contido, comportamento típico da segunda quinzena do mês. As exportações também permanecem abaixo dos níveis do ano passado, ainda afetadas pela ausência da China nas compras. Com a demanda interna sem grande impulso e os embarques externos mais fracos, a disponibilidade de gado para abate tende a ser determinante para o direcionamento das negociações. A relação entre oferta de bovinos e ritmo de compras dos frigoríficos deve, portanto, permanecer no centro da formação das cotações no curto prazo.
Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 350,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 330,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 345,00 por arroba a prazo; e o “boi China, a R$ 355,00 por arroba a prazo, com ágio de R$ 5,00 por arroba sobre o boi comum. As escalas de abate atendem, em média, sete dias. Há registro de negócios pontuais R$ 360,00 por arroba a prazo para o boi gordo, mas em volume reduzido e sem caracterizar referência de mercado. Em Goiás, o boi gordo está cotado entre R$ 330,00 e R$ 340,00 por arroba; em Tocantins, a R$ 340,00 por arroba; em Alagoas, a R$ 353,00 por arroba; e em Mato Grosso, a R$ 331,54 por arroba. Em São Paulo, no atacado, a carcaça casada de boi está cotada a R$ 24,21 por Kg e a carcaça casada de vaca subiu, a R$ 23,14 por Kg. Há maior procura por cortes de menor preço em um cenário de demanda interna mais contida.