22/Sep/2026
Em São Paulo, no atacado, observou-se movimentos distintos sobre os preços dos principais produtos lácteos. O leite UHT registrou alta de 0,45% no mês, para R$ 4,89 por litro, em movimento associado à valorização da matéria-prima. Em julho, o preço médio do leite cru pago ao produtor, considerando a “Média Brasil” (Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), alcançou R$ 2,87 por litro, avanço de 4,65% ante junho. A valorização do leite cru esteve mais relacionada ao aumento dos custos de produção do que ao fortalecimento da demanda. No atacado, a muçarela também apresentou relativa estabilidade, com alta de 0,62% em agosto, encerrando o mês a R$ 35,73 por Kg.
Agentes do mercado demonstraram atenção ao aumento dos estoques nas últimas semanas, sinalizando menor sustentação para as cotações. O leite em pó apresentou alta de 1,80% em agosto, com o preço do pacote de 400 gramas alcançando R$ 31,09 por Kg. Apesar do avanço mensal, o mercado permanece pressionado pela maior oferta internacional. As importações brasileiras de leite em pó representaram 72,3% do volume total de lácteos adquirido no exterior em agosto e avançaram 40,59% ante o mesmo período de 2025, ampliando a disponibilidade do produto no mercado doméstico. Em setembro, o cenário passou a indicar perda de sustentação para os derivados no atacado.
Na parcial deste mês, o preço médio da muçarela recuou 1,19%, para R$ 35,64 por Kg, enquanto o leite UHT apresenta queda de 2,43%, para R$ 4,70 por litro. O movimento de baixa está associado principalmente ao aumento da oferta de matéria-prima na Região Sul, favorecido pelo desenvolvimento da safra. A maior disponibilidade de leite vem ampliando a oferta de derivados e pressionando as cotações no atacado. Com a recuperação da produção, a maior oferta de leite spot e a elevada presença de lácteos importados, o mercado tende a operar com menor capacidade de sustentação dos preços no curto prazo. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.