22/Sep/2026
Os custos da pecuária leiteira registraram leve alta em agosto, influenciados principalmente pela valorização do concentrado e dos insumos destinados à suplementação mineral. O Custo Operacional Efetivo (COE) avançou 0,63% na “Média Brasil” (Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) de julho para agosto. O Rio Grande do Sul apresentou a maior alta do COE no período, de 1,38%. Na média das regiões monitoradas, os principais componentes do concentrado, milho e soja, registraram novas altas em agosto, resultando em aumento de 1,20% no custo desse grupo na “Média Brasil”. O Rio Grande do Sul também registrou a maior elevação do COE relacionada ao concentrado, de 4,07%. Os insumos destinados à suplementação mineral também ficaram mais caros em agosto.
Na “Média Brasil”, os preços avançaram 1,10%, com as maiores altas observadas em Santa Catarina, de 2,53%, e Minas Gerais, de 2,27%. Dificuldades da indústria na aquisição de enxofre e fosfato podem ter contribuído para restrições no abastecimento desses produtos em algumas regiões do Centro-Oeste. As chuvas atípicas registradas em agosto e no início de setembro podem levar parte dos produtores a antecipar a semeadura de grãos e a reforma de pastagens. Nesse cenário, aumenta a importância do acompanhamento dos preços dos insumos, especialmente adubos e corretivos, que acumulam alta de 6,17% de janeiro a agosto de 2026. Em sentido contrário, os custos com operações mecanizadas perderam força nos meses seguintes ao pico de alta registrado até abril, diante da redução dos preços do diesel.
O grupo, que acumulava aumento de 10,85% de janeiro a abril, passou a registrar alta de 3,02% no acumulado de janeiro a agosto na “Média Brasil”, reduzindo a pressão sobre os custos de produção. No poder de compra, a valorização do leite ao produtor em julho favoreceu a relação de troca com o milho. O preço do leite avançou 4,7% no mês, para R$ 2,88 por litro, enquanto o milho registrou alta de 1,8%, com média de R$ 64,84 por saca de 60 Kg. Com essa combinação, o produtor precisou de 22,54 litros de leite para adquirir 1 saca de 60 Kg de milho em julho, ante 23,19 litros por saca de 60 Kg em junho, melhora de 2,8% na relação de troca. Apesar da evolução mensal, o poder de compra permanece abaixo da média dos últimos 12 meses, de 28,1 litros por saca de 60 Kg e milho. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.