21/Sep/2026
A limitação das importações de carne bovina pela China em 2026 tende a restringir a entrada de produtos de menor valor agregado, mas mantém espaço para cortes premium e segmentos de nicho, menos sensíveis ao preço e mais orientados pela qualidade. Nesse cenário, a tarifa extracota exerce maior impacto sobre cortes básicos, enquanto produtos de maior valor agregado apresentam maior resiliência à taxação adicional. Para 2026, o Brasil recebeu cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina com entrada na China sob a tarifa regular. O volume que exceder esse limite está sujeito a uma tarifa adicional de 55%.
Até 11 de agosto, 90% da cota brasileira já havia sido preenchida, segundo o Ministério do Comércio da China. Com o elevado grau de utilização da cota e a incidência da tarifa adicional sobre os volumes excedentes, a tendência é de menor competitividade para produtos brasileiros de menor valor agregado no mercado chinês ao longo do ano. Em contrapartida, cortes premium e produtos direcionados a mercados de nicho podem manter demanda, devido à menor sensibilidade dos consumidores desse segmento ao preço e à valorização da qualidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.