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18/Sep/2026

Frango: projeção de produção recorde no Brasil em 2027

Segundo relatório anual do Serviço Agrícola Externo (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve atingir produção recorde de 16,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2027, alta de 2% ante as 16 milhões de toneladas estimadas para 2026. O avanço deve ser sustentado pela demanda internacional aquecida, pela recuperação do consumo doméstico, pela redução dos custos de alimentação animal, favorecida pelas safras recordes de milho e soja, e pela manutenção do status sanitário do Brasil como país livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantéis comerciais. O Brasil deve manter em 2027 a liderança global nas exportações de carne de frango, posição ocupada ininterruptamente desde 2013. Os embarques são projetados em 5,5 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação às 5,3 milhões de toneladas previstas para 2026.

As exportações devem representar cerca de 34% da produção nacional, apoiadas pela competitividade de preços e pela consolidação do fluxo comercial para mercados estratégicos, com destaque para China, Japão e países árabes do segmento halal. A preservação do fluxo externo também depende da ampliação das garantias sanitárias e da abertura de novos mercados. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) mantêm negociações para incluir cláusulas de regionalização nos certificados sanitários e avançar na abertura de novos destinos para os produtos avícolas brasileiros. A regionalização tende a reduzir o impacto comercial de eventuais ocorrências sanitárias localizadas, ao limitar restrições aos produtos provenientes das áreas afetadas. No mercado interno, a absorção de carne de frango deve alcançar 10,8 milhões de toneladas em 2027, alta de 1% ante as 10,7 milhões de toneladas projetadas para 2026.

O consumo doméstico deve responder por 66% da produção nacional, com a demanda favorecida pela substituição da carne bovina pela proteína de frango em razão da diferença de preços no varejo. A suspensão das vendas brasileiras para a União Europeia desde 3 de setembro, relacionada a divergências regulatórias sobre resistência antimicrobiana (AMR), deve ter impacto limitado sobre o volume total comercializado pelo setor, considerando que o bloco europeu representa menos de 4% dos embarques brasileiros de carne de frango. O cenário projetado, portanto, combina expansão da produção e das exportações com recuperação moderada do consumo interno, em um ambiente de custos de alimentação potencialmente mais favoráveis e manutenção das condições sanitárias nos plantéis comerciais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.