17/Sep/2026
O mercado físico do boi gordo apresenta baixa liquidez em São Paulo, com frigoríficos cautelosos nas compras e pecuaristas controlando a oferta na expectativa de preços mais elevados. O ambiente é influenciado pela perspectiva de menor disponibilidade de bovinos para abate nos próximos meses, movimento que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve se tornar mais evidente em 2027. Em São Paulo, as escalas de abate estão equilibradas em torno de oito dias. A expectativa de arrefecimento do consumo leva os frigoríficos a adotar postura mais cautelosa, com prioridade para o equilíbrio dos estoques. A oferta de boiadas atende à demanda, mas sem excedentes, enquanto os pecuaristas limitam a disponibilidade e buscam maior remuneração.
Caso os frigoríficos encontrem dificuldade para originar animais nos níveis atuais, aumentos nas ofertas de compra podem ocorrer para preservar as programações de abate. No Estado, o boi gordo segue cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 340,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo, com ágio de R$ 5,00 por arroba. Nas demais regiões pecuárias do País, a liquidez também permanece baixa e os preços, estáveis. O cenário é reflexo da menor necessidade de compra dos frigoríficos e a resistência dos pecuaristas em negociar nos preços ofertados. Em Tocantins, o boi gordo está cotado a R$ 330,00 por arroba e em Goiás, entre R$ 325,00 e R$ 335,00 por arroba.
No Espírito Santo, o mercado está equilibrado, com a oferta atendendo à demanda, mas sem excedentes, mantendo as cotações firmes. O boi gordo é negociado a R$ 345,00 por arroba a prazo e as escalas de abate atendem, em média, cinco dias. Em Mato Grosso do Sul, o boi gordo está cotado entre R$ 343,00 e R$ 347,00 por arroba; em Minas Gerais, a R$ 343,75 por arroba; no Pará, a R$ 339,14 por arroba; e em Rondônia, a R$ 332,03 por arroba. Em São Paulo, no atacado, os preços se mantêm estáveis. A carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,22 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,10 por Kg. No curto prazo, a evolução das escalas de abate e a disposição dos pecuaristas em negociar devem determinar o comportamento das referências, enquanto a perspectiva de menor oferta em 2027 constitui um fator de sustentação para as cotações.