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16/Sep/2026

Boi: preços sustentados pela oferta mais ajustada

O mercado físico do boi gordo está em ritmo lento, com muitos agentes optando por aguardar novas movimentações antes de fechar negócios. A oferta de bovinos permanece ajustada, mas, em São Paulo, é considerada suficiente para atender às escalas dos frigoríficos, que estão, em média, para sete dias. O cenário combina disponibilidade mais restrita de bovinos, menor participação da China nas compras externas e expectativa de retomada das aquisições pelo país asiático entre outubro e novembro. A menor participação chinesa decorre do preenchimento praticamente integral da cota anual de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pelo país para as importações de carne bovina. Apesar disso, a possibilidade de retomada das compras para o preenchimento da cota de 2026 mantém suporte às cotações futuras. O mercado futuro está precificando menor disponibilidade de bovinos prontos para abate nos próximos meses, em razão da retenção de fêmeas, movimento que contribui para sustentar as cotações.

A expectativa de aumento da demanda externa, incluindo uma possível ampliação das compras pelos Estados Unidos, reforça o viés positivo para os preços. Em sentido contrário, o preenchimento da cota de importação chinesa e a aplicação da sobretaxa sobre volumes excedentes permanecem como fatores de atenção para o mercado. Em São Paulo, o boi gordo está cotado a R$ 345,00 por arroba a prazo; a vaca gorda, a R$ 325,00 por arroba a prazo; a novilha gorda, a R$ 340,00 por arroba a prazo; e o “boi China”, a R$ 350,00 por arroba a prazo arroba, com ágio de R$ 5,00 por arroba. A oferta é ajustada e suficiente para atender às escalas médias de sete dias. No Paraná, o boi gordo está cotado a R$ 355,00 por arroba e o “boi China”, a R$ 357 por arroba. As escalas atendem, em média, nove dias. Em Mato Grosso, o boi gordo está cotado a R$ 327,00 por arroba; na Bahia, a R$ 333,14 por arroba; e em Mato Grosso do Sul, a R$ 349,89 por arroba.

Em São Paulo, as vendas no varejo apresentaram bom desempenho na última semana, favorecidas pelo feriado de 7 de setembro e pelo recebimento dos salários, fatores que elevaram os pedidos de reposição no atacado. A oferta de boi capão foi suficiente para atender à demanda, enquanto a disponibilidade de boi inteiro permaneceu mais restrita. Esse quadro resultou em alta das carcaças casadas, com exceção da carcaça de boi capão. No atacado, a carcaça casada do boi está cotada a R$ 24,22 por Kg e a carcaça casada da vaca, a R$ 23,17 por Kg. O conjunto dos indicadores aponta para um mercado físico com oferta ajustada e preços próximos da estabilidade, enquanto os contratos futuros permanecem sustentados pela expectativa de menor disponibilidade de animais e de recuperação da demanda externa, especialmente a partir do último trimestre. Para os próximos dias, a expectativa é de perda de ritmo nas vendas com a virada da quinzena, diante da redução do poder aquisitivo do consumidor.