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09/Sep/2026

Carnes: regionalização pode manter o acesso à UE

Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a regionalização pode ser uma alternativa para contornar a suspensão das exportações brasileiras de carne e produtos de origem animal para a União Europeia. A regulamentação europeia prevê o reconhecimento de regiões específicas em países terceiros, o que pode permitir a Santa Catarina buscar diferenciação em relação ao restante do território nacional mediante comprovação do cumprimento de exigências sanitárias e de rastreabilidade por meio de auditorias e documentação. A suspensão aplicada pela União Europeia alcança o envio de bovinos, equídeos, aves de capoeira, produtos da aquicultura, mel e tripas pelo Brasil em razão de exigências relacionadas ao uso de medicamentos antimicrobianos, rastreabilidade e sustentabilidade. Entre os antecedentes da medida está uma auditoria realizada em 2025, que identificou falhas nos controles e na rastreabilidade da carne bovina no País, além de exigir informações de geolocalização. Em Santa Catarina, os impactos estão concentrados na carne de frango.

As exportações do produto para a União Europeia somaram US$ 337 milhões em 2025, o equivalente a 98,92% das vendas catarinenses de produtos de origem animal ao bloco. Entre janeiro e julho de 2026, os embarques de carne de frango para o mercado europeu alcançaram US$ 280,5 milhões, correspondentes a 97,62% das exportações catarinenses do segmento para a União Europeia. No total, as vendas catarinenses de produtos de origem animal para a União Europeia atingiram US$ 341,1 milhões em 2025 e US$ 287,3 milhões entre janeiro e julho de 2026. A restrição imposta pela União Europeia deverá permanecer até que o Brasil ou uma de suas regiões apresente garantias e comprove o cumprimento das exigências estabelecidas pelo bloco. Nesse contexto, a Epagri considera necessária a ampliação da transparência e a adoção de sistemas digitais de rastreabilidade para assegurar a conformidade sanitária e preservar o acesso aos mercados internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.