09/Sep/2026
As perspectivas do Banco do Brasil para o setor de proteína animal no último trimestre de 2026 apontam aumento da demanda doméstica, manutenção do fluxo de exportações e maior previsibilidade dos custos de produção. Na bovinocultura de corte, a tendência de desaceleração dos abates de vacas indica uma possível restrição na oferta de animais terminados, criando espaço para maior firmeza das cotações da arroba do boi gordo e valorização dos preços do gado de reposição. O movimento está associado à transição do ciclo pecuário e à redução da disponibilidade de fêmeas para abate. No mercado externo, a demanda por carne bovina permanece como o principal fator de sustentação para o setor.
O apetite de grandes importadores globais, combinado à consolidação de novos mercados, mantém os embarques brasileiros em níveis elevados. A expectativa é de retomada das compras chinesas com a utilização da cota de 2027, com a retomada da produção destinada ao mercado chinês em outubro e dos embarques a partir de meados de novembro. Na bovinocultura de leite, o último trimestre exige gestão rigorosa dos custos de alimentação e acompanhamento da sazonalidade da captação nas principais bacias produtoras do País. A evolução desses fatores será determinante para as margens dos produtores no período. Na avicultura, a perspectiva é de estabilidade, sustentada pelos controles sanitários dos plantéis e pelo volume das exportações brasileiras de carne de frango.
O ritmo dos embarques contribui para equilibrar a oferta no mercado interno e sustentar os preços pagos ao produtor. Ao mesmo tempo, a estabilidade das cotações do milho e do farelo de soja influencia a relação de troca na aquisição de insumos e a rentabilidade da atividade. Na suinocultura, a projeção é de manutenção do volume de vendas ao mercado internacional, favorecida pela diversificação dos destinos das exportações brasileiras. No mercado doméstico, o consumo de carne suína tende a aumentar no último trimestre do ano. A relação entre os custos de nutrição e os preços dos grãos, por sua vez, mantém relativamente estável o poder de compra dos produtores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.